Espelho, espelho meu…

Foto: Pixabay / Alexandra_koch

Quem acha que 2021 passou mais rápido que 2020 “ponha o dedo aqui, que já vai fechar, não adianta reclamar”!!!

Lembram-se dessa brincadeira infantil recheada de intenções divertidas, inusitadas e que borbulhava criatividade? É… Pode parecer estranho, mas as brincadeiras infantis – para uns do mundo moderno maliciosas e desinteressantes – eram torneadas de oportunidades para uma vida um pouco mais saudável no convívio familiar, escolar, educacional e social.

E o que isso tem a ver com 2021 ter aparentemente passado mais rápido que 2020? Tudo o que se possa relacionar ao nosso cérebro.

Quando se vai ao cinema, ao teatro, assiste-se a um filme em casa ou se faz qualquer outra atividade que você não vê a hora de acabar é porque não está sendo prazeroso. A mesma coisa ocorre com aquela aula da faculdade, da Educação Básica ou qualquer outra. Cansou? Entediou? Está chato e tanto outros adjetivos menos delicados.

2020 foi o ano que pegou todos, como diz o ditado, de calças curtas. Colocou à prova todo o conhecimento que uma sociedade mundial acreditava ter. Fora da zona de conforto o cérebro com todas suas áreas funcionais manteve-se alerta, não relaxou e não teve tempo de achar o tédio mediante o medo que até então era eminente. O sistema defensivo e de sobrevivência se sobrepôs a qualquer outro funcionamento e assim o ano se arrastou preso à bamba corda da esperança.

2021? Por mais que a segurança ainda não fosse real o cérebro se sentiu mais confortável diante de uma realidade que não era mais desconhecida. Por isso os antigos costumavam dizer que o que é feito pela segunda vez sai mais bem feito: conhecido o processo, torna-se menos desafiador os percalços e a síndrome de super herói, inclusive, pode vir à tona. Não é à toa que tantas pessoas gostam de esportes radicais. Tudo tem a ver com ele: o cérebro!

Então, de cara com mais um final de ano a questão que fica é: qual o planejamento para os novos desafios que só ficarão aparentes mesmo daqui uns 2/4 anos quando sequelas do isolamento social, da própria doença (ainda desconhecidas mais profundamente) vierem à tona na escola com possíveis atrasos de fala por falta de estímulo e consequentemente desafios na alfabetização, desajustes neurológicos pela doença em crianças e adolescentes assintomáticos e assim por diante?

A prevenção é o melhor caminho na vida em toda sua forma. Por isso o estímulo, a música, a roda de papo furado, as brincadeiras antigas com palitos de sorvete e caixas de papelão do mercado farão toda a diferença – desde já – nessa bagunça interior e exterior de todos nos próximos anos dos anos dois mil e vinte e alguma coisa.

Tudo indica que o tempo, de novo, há de parar, mas não para todos… E a? Preparado para organizar o hoje para então planejar o amanhã? Exercite o cérebro e amplie a mente e a visão de mundo. Serão muito necessários, isso é garantido.

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