Curiosidades do bairro Jardim Paulista – Parte 2

COMÉRCIO, FAMÍLIAS, CURIOSIDADES, LAZER
Armazéns de secos e molhados ou “venda” como dizia-se na época, na rua Henrique Dumont, podemos destacar vários desses estabelecimentos; O do Angelo Merino na esquina com a rua Afonso Pena, o do Mario Faraoni com a esquina da rua Nilo Peçanha, do lado oposto tínhamos a lenhadora do Sr. Irineu Capretz, depois o armazém do Zé Machado na esquina com a rua Albuquerque Lins, na esquina da Jose da Silva havia ainda a venda do Sr. Pedro Merino que tempos depois passou para o filho Daniel Merino e por último, na esquina da rua Itapura a venda do Marcelo.
Todas essas vendas estavam funcionando a pleno vapor nos anos 50, a famosa padaria Jardim Paulista na esquina da rua Henrique Dumont com a rua José da Silva, veio somente no início dos anos 60.

Daquele trecho inicial da rua Henrique Dumont também eram considerados como da Vila Paulista e o bairro praticamente acabava desse trecho, que ia até a rua Laguna, com casas esparsas isoladas no bairro, onde hoje está o comércio de madeiras Cristofani, era Fábrica de Carroceria Nova Era, de propriedade do Sr. Waldemar Victaliano, naquele trecho da rua Camilo de Matos indo até a Avenida Meira Júnior tinha apenas uma trilha rodeada de mato puro, com um enorme barranco no seu lado esquerdo e ribanceira no lado direito.

Na esquina da então rua Meira Júnior com a Camilo de Matos, tinha uma casinha na qual morava um taxista, Sr. Geraldo, que veio a falecer em acidente com trem na passagem de Pitangueiras.

Na rua José da Silva, a casa sede da Fazenda Santa Adelaide, Cel. José da Silva, depois pertenceu ao Sr. Sebastião Martins Vianna.

Na rua Orlândia, entre a rua Cesário Mota e Laguna, meu avô Sebastião Artal, dividiu um lote com o filho Sebastião Artal Filho e construíram juntos uma casa geminada, onde meu tio recebeu o numeral 236 e o meu avô 242, hoje numeral 324.

Nessa casa de numeral 236, no ano de 1950, meu tio Sebastião alugou a sala de sua residência para uma normalista recém-formada, Vera Taveiros, que a usava para alfabetização das crianças do bairro. Foi ali que começou o embrião da futura Escola João Rodrigues Guião. Na época a Escola mais próxima era o “V Grupo Escolar Conego Barros”, que funcionava no encontro da rua Garibaldi com a rua Mariana Junqueira, já no centro da cidade.

Foto: PHOTO SPORT – 1930/40 Propaganda do loteamento

Ali na Cesário Motta, quase esquina da Camilo de Matos, o português José Maria de Almeida reinava com a sua família de atletas da bola, o Armandinho, o Adilson, o Pote, o Hércules ou Biego. Mais acima havia o marceneiro Zé Abacaxi. Na rua Piracicaba com a rua Cesário Mota o Sr. Florindo Novaes, o Sr. Miguel Pereira, o José Zilioto, o Gumercindo Zácaro, o Palmiro Ruggiero, o Alfredo Moretti, e por aí vai.

Na rua Henrique Dumont passando a rua Laguna, já estavam no Bairro a Dona Jovelina Andrade da Eira, mãe do Zezinho Pestana, que continua até hoje com oficina mecânica no local. Quase ao lado, defronte ao antigo Liceu Albert Sabin, desde 1942, está o Alfredinho Boiadeiro, o Alfredo do Amaral Muniz, quase chegando nos 100 anos. Bem ao lado da Dona Jovelina e do Alfredinho, imperou por muitos anos a Pedreira Grassi, onde está hoje o conjunto de prédios “Morada dos Deuses”, no início da rua Iguape. Mais acima um pouquinho pela rua Henrique Dumont, estava presente o Sr. Antenor Faccioli, e nas imediações residia o João Farinheiro, e lá na parte mais alta do bairro, na esquina da rua Piracicaba com a rua Atibaia, reinava o Tonhão (carroceiro dos Cristófani), a casa está até hoje lá.

Paulo Afonso Artal, aposentado da CPFL, amigo a alguns anos, compartilhamos muito sobre a história de Ribeirão Preto, algo que temos em comum é a do Jardim Paulista, bairro onde nascemos, resgatar estas lembranças e mostrar a todos é perpetuar a história.

Em breve continuação.