Alvim, nós, os artistas e as falsas simetrias

Há uma discussão binária nos meios artísticos de que profissionais da artes, músicos, atores, diretores, escritores e etc, não devem/podem trabalhar como artistas de direita como Alvim – diretor de teatro e Secretário da cultura do governo Bolsonaro -, entre outros artistas.

E, isso meio que foi usado como se fosse uma espécie de “censura” pelos artistas de esquerda ao livre exercício de fazer cultura/arte.

Uma falsa simetria, mais uma entre tantas do debate público nacional, o que espanta é isso rolar entre os artistas, que deveriam justamente trazer o debate público ao campo da linguagem

O que não deve ser tolerado é artista que faz piada racista, homofóbica ou que defende tortura, nazismo, fascismo ou qualquer meio totalitário independente de ser de esquerda ou direita.

Alvim não é de direita, ele é engrenagem do totalitarismo e fez um vídeo plagiando Paul Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista entre 1933 e 1945, chocando a todos.

Desgastado não porque plagiou o nazi, mas porque isso pegou mal na comunidade judaíca, uma base de apoio do presidente Bolsonaro, Alvim acusou de estar sendo vítima da distorção da sua fala e chamou o seu plágio nazista de “coincidência retórica”.

Quando foi ontem, o presidente fazia em frente sua claque, um ataque velado à imprensa que o interpelava sobre o número 2 da SECOM envolvido em transações obscuras com algumas TVs aliada ao governo. O presidente bradava: “Imprensa, produzam a verdade!”.

A democracia brasileira está em fase pré-falimentar, e grande parte da população, pasmem, ainda apoia políticas contra os direitos humanos, contra a liberdade de imprensa ou mesmo que emule o nazismo em pleno 2020. E tacá-lhe pau, fakenews!

Somos todos responsáveis pelo ovo da serpente.