Urso combate nazistas na Segunda Guerra Mundial

Adotado por um pelotão do exército polonês, o urso Wojtek ficou tão próximos dos soldados que ganhou ranking militar

A Segunda Guerra Mundial foi responsável por unir as forças armadas dos Estados Unidos, Inglaterra e União Soviética para conter o avanço do eixo comandado pela Alemanha nazista. Em um pelotão do exército polônes, no entanto, um combatente incomum foi de mascote a cabo ao se provar de grande valia durante o conflito. Estamos falando de um urso, que foi batizado de Wojtek pelos soldados. Conheça agora a história do urso que combateu nazistas.

O urso, ainda filhote, se juntou a um pelotão polonês em 1942, quando eles passavam por Hamadã, capital do Irã. O animal, de acordo com os soldados, estava em posse de um menino local, que disse que a mãe do urso havia sido morta por caçadores. A criança trocou o filhote com os combatentes por comida. Após passar três meses em um campo de refugiados, ele foi doado para o 22º Pelotão de Artilharia da Polônia, aonde permaneceria até o final da guerra.

De mascote a combatente

Wojtek ajudava os companheiros a descarregar os caminhões de munição. A insignia oficial do pelotão era uma homenagem ao urso

O pequeno urso caiu rapidamente no gosto dos soldados, que o batizaram de Wojtek, uma junção das palavras “guerreiro” e “feliz”. De acordo com depoimentos de membros do pelotão, o urso era tratado como um filho pelos membros companhia, que o alimentavam com leite e leite condensado em garrafas que simulavam mamadeiras. 

O animal então foi crescendo e passou a comer frutas, peixes, mel e marmelada. Extremamente dócil e obediente, o urso dormia nas tendas junto com soldados e foi ensinado a bater continência e a marchar em duas pernas ao lado dos companheiros. Wojtek adquiriu alguns outros hábitos estranhos dos demais combatentes. Desde filhote, ele aprendeu a “lutar” com os humanos. Além disso, o urso tomava café pela manhã e adorava beber cerveja durante a noite com os companheiros. Wojtek também adquiriu gosto pelos cigarros e charutos, mas, ao invés de fumar, ele os comia.

A principal função dos pelotões de artilharia era levar munições e suprimentos para outras companhias. Ao perceber que os amigos descarregavam caixas dos caminhões e as levavam até os campos, Wojtek passou a imitar os humanos e se tornou parte importante da operação do pelotão. De acordo com soldados que serviram ao lado do urso, o animal era capaz de levantar caixas que precisariam ser levadas por até quatro homens.

Durante a Batalha de Monte Cassino, que aconteceu entre janeiro e maio de 1944, Wojtek foi medido e já pesava 91 kg. Foi após essa batalha que a insignia oficial do 22º Pelotão de Artilharia da Polônia passou a ser um desenho de um urso carregando um míssil, em homenagem ao trabalho de Wojtek.

Após deixarem Monte Cassino, os soldados poloneses foram orientados a se juntar a um pelotão inglês. No entanto, o exército britânico não permitia a presença de animais e mascotes em seus campos. Não dispostos a se desfazer do companheiro, os poloneses utilizaram uma solução pouco ortodoxa: alistaram Wojtek como um soldado do exército polonês. O urso tinha seu próprio número, ranking e até salário. Ao fim da guerra, ele ainda seria promovido a cabo.

Vida após a guerra e legado

Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, em 1945, o 22º Pelotão de Artilharia da Polônia estava em áreas rurais da Escócia, e foram orientados a ir para a capital do país, Edimburgo. Os soldados ficaram la até 1947, quando foram liberados. Wojtek, que ficou muito popular entre os moradores locais, foi então doado para o Zoológico de Edimburgo, onde permaneceu até o fim de sua vida, em 1963. Durante todos esses anos, o urso era frequentemente visitado por seus companheiros de guerra que, à contragosto da direção do zoológico, jogavam cigarros para o amigo.

A história de Wojtek foi reconhecida em diversos museus, como no Museu Imperial da Guerra, na Inglaterra, onde existe uma placa em homenagem ao urso. Em Em Edimburgo, uma estátua em tamanho real foi construida para celebrar a memória do cabo, que também tem uma estátua em Cracóvia, na Polônia. 

Fonte: Terra

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