Foto: Raul Ramos / Agência Botafogo

Um dos jogadores mais criticados pelas atuações no Campeonato Paulista, o lateral-esquerdo Pará tem se mostrado um símbolo de superação dentro do Botafogo. Na última rodada, Pará foi apontado como um dos melhores jogadores na vitória do Tricolor contra o São Bento, por 1 a 0, no Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, e acredita que aos poucos tem conseguido chegar no patamar de futebol que apresentou em sua origem.

“Tenho muito a melhorar ainda, por exemplo, na parte ofensiva na questão do último terço do campo que nos clubes onde comecei acabei tendo isso como uma das minhas principais características, que eram o passe e a assistência para o gol. Tenho que melhorar muito isso ainda para ser o Pará de antigamente. No Bahia e no Cruzeiro, eu era um jogador praticamente completo nessa questão de poder atacar e defender por ter um vigor físico muito bom”, afirmou o camisa 6.

Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (14), o jogador abriu o jogo, relatou erros cometidos por ele no passado e o quanto isso foi importante para o processo de amadurecimento da carreira. Pará relembrou episódios que aconteceram durante passagem que teve pelo Cruzeiro. “No Cruzeiro joguei apenas 16 jogos, mas foram jogos muito bons e tive até uma sondagem do Lyon, da França, na época. O problema é que antigamente eu era um jogador indisciplinado, quando não ia para jogos eu ia para os treinos e dava aquele ‘migué’. Não estava nem aí, pensando que já estava com a vida ganha. No Botafogo estou tendo uma nova retomada na carreira para voltar ao auge no futebol e ser visto também por outros clubes grandes. Agradeço muito ao Botafogo por me dar a oportunidade de vestir essa camisa e vou dar sempre o meu melhor”, disse Pará.

O jogador comentou também um episódio que foi marcante para ele quando foi menosprezado pelo técnico Paulo Autuori devido à falta de comprometimento com o clube, em 2016. “No Atlhetico-PR comecei jogando, fiz seis partidas, mas o treinador me deixou de fora do jogo seguinte e fiquei revoltado. Depois disso, a bola passava do meu lado, eu não corria, e o treinador, que era o Paulo Autuori, viu aquilo e disse que não queria contar com jogador com esse tipo de atitude. Depois fui para o Figueirense e também não deu muito certo, mas quando cheguei no América-MG mudei completamente a minha questão de profissionalismo, comecei a buscar meu espaço novamente e fiz parte do elenco que foi bicampeão brasileiro (Série B). Mudei minhas atitudes, comecei a ser uma nova pessoa e me tornei um jogador profissional de verdade”, ressaltou.

Com Pará motivado e feliz, o Botafogo encara o Vila Nova-GO neste sábado (18), às 19h, no Estádio Santa Cruz, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.