Dez anos após acesso com o Comercial, ex-jogador comemora título como presidente de time nos EUA

Rodrigo Cruz foi lateral-direito e fez parte do elenco que subiu o clube de Ribeirão Preto de divisão; agora em 2020, aos 30 anos, comemora o título invicto na UPSL, uma das mais concorridas Ligas do futebol norte-americano

Foto: Divulgação
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“Eu amo Ribeirão Preto e principalmente o Comercial. Foi um clube que me proporcionou muitas alegrias”, assim Rodrigo Cruz, de 30 anos, resume seu vínculo com o Comercial Futebol Clube. Aos 20 anos, ele era lateral-direito do elenco que conquistou o acesso à Série A2 de 2011. “Era um time fantástico. Jordã, Alemão, Edson Batatais e tantos outros amigos. Um time que encaixou e conquistou bons resultados”, lembra.

Hoje, aos 30 anos, depois de passagens pelo futebol internacional e com algumas lesões graves no joelho, a carreira de jogador foi abandonada precocemente, mas não o amor pelo futebol. Cruz, que já havia jogado no Miami-Dade na temporada 2014/15, escreve seu nome na história do ‘soccer’ – como é conhecido o futebol nos Estados Unidos -, como presidente de clube.

Ele é um dos sócios da Ginga Atlanta, equipe sediada em Atlanta e que disputou em 2020 pela primeira vez a UPSL, uma das mais importantes Ligas do soccer nos EUA [antes, em 2017, havia disputado o campeonato com o nome FC Ginga]. “As Ligas aqui são bem estruturadas, organizadas e funcionam como franquia. A mais famosa é a MLS, mas temos outras, como a UPSL, que atrai público, jogadores e investidores”, conta.

Temporada de sucesso em 2020

O ano foi coroado com títulos: a equipe venceu de forma invicta a Regular Season, o que no futebol brasileiro seria o campeonato de pontos corridos. Também conquistou a GA Division Playoffs, o “mata-mata”, após a classificação na Regular Season.

Com os títulos a Ginga conquistou o direito de disputar em 2021 o Qualified for UPSL National Tournament, que seria como a disputa nacional entre os melhores clubes da Liga no país, e ainda o Qualified for US Open Cup 2021, uma espécie de “Copa do Brasil”, como as principais Ligas e equipes norte-americanas.

O segredo? O ex-jogador do Comercial diz que, além do trabalho, é a miscigenação na equipe. “Há um fato um tanto peculiar aqui nas Ligas. As equipes são formadas quase que inteiramente por atletas de um determinado país ou região, por exemplo, time com só mexicanos ou africanos. Nós temos 46 jogadores representantes de várias regiões do planeta, da Europa, da América do Sul, dos EUA…”, resume.

Jogador de seleção

Entre os destaques, três jogadores que representam suas respectivas seleções nacionais: Deon McCaulay, de Belize; e Sheriff Suma e Lamin Suma, da seleção de Serra Leoa.

“Nosso time é muito bom. Conquistou o carinho e o respeito dos torcedores de Atlanta. Nos envolvemos com a cidade, com as causas sociais e tem a missão de transformar a vida das pessoas para melhor. Acredito que em 2021 será mais um ano de muito trabalho e conquistas”, finaliza.

De jogador a treinador. E agora, presidente

A vida profissional de Rodrigo Cruz sempre esteve atrelada ao futebol. Depois de jogar na Ferroviária de Araraquara por 2 anos teve uma rápida passagem pelo Mogi Mirim e desembarcou em Ribeirão Preto para vestir as cores do Leão do Norte. “Minha primeira oportunidade foi contra o Palmeiras-B, no Palestra Itália. Ganhamos por 2 a 0 [pela Série A3 do Paulista de 2010]. Foi um dos melhores jogos da minha carreira no profissional”, lembra.

Depois de Ribeirão Preto ele participou de uma excursão em Portugal. “Foi com um grupo de empresários de Pindamonhangaba. Fomos fazer amistosos contra times da terceira, segunda e primeira divisão”, relata.

Na temporada 2012/13 foi para o BESA FK da Albânia, Clube da SuperLeague, primeira divisão. Em 2014 foi para os Estados Unidos jogar no Miami-Dade. “Fiquei por apenas 5 meses e fui negociado com o Blumenau. Em 2015 encerrei minha carreira como jogador no Blumenau, após sofrer uma lesão muito grave no joelho, eu rompi os ligamentos cruzado e colateral, além de estourar o menisco”, conta.

Com o fim da carreira de jogador, teve início a de treinador. “Me mudei para os EUA em agosto de 2017, comecei minha carreira no FC Ginga em Miami, fomos campeões da UPSL, depois me mudei pra Connecticut, fui treinador da Olé Soccer, Diretor de Marketing e gerente de um dos centros de treinamentos [Ole United]. Também nos mesmo dois anos fui treinador do Fairfield United, onde trabalhei com a categoria sub-12”.

Em agosto de 2019 se mudou para Atlanta. Ao lado do sócio e treinador João Garcia, também brasileiro radicado nos Estados Unidos, fundou o Ginga University, um programa para ajudar atletas universitários de todo mundo. Mas, em julho deste ano eles decidiram transformar a Ginga University em Ginga Atlanta. Saiba mais no canal @ginga_atlanta no Instagram.

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