Com performance do VAR, Brasil fica no 0 a 0 com a Venezuela

O empate sem gols deixa a classificação para as oitavas em aberto no Grupo A

Nesta terça-feira (18), o Brasil empatou, sem gols, com a Venezuela, na Arena Fonte Nova, em Salvador. O empate adiou a classificação brasileira para a próxima e última rodada da fase de grupos. Brasil e Peru lideram o grupo A com quatro pontos cada, seguidos pela Venezuela, com dois. A seleção boliviana está em quarto sem pontos.

Continua depois da publicidade

Mais um jogo ataque contra a defesa para a coleção do Brasil. No duelo contra a Venezuela, a seleção brasileira teve maior posse de bola, as melhores chances e o domínio, enquanto os venezuelanos se defendiam, em busca de um belo golpe de contra-ataque.

Como aos 10 minutos, quando Coutinho tentou uma jogada ensaiada na cobrança de escanteio com Daniel Alves na intermediária, o lateral foi desarmado. A Venezuela partiu em velocidade com Murillo, que cruzou na área, mas o goleiro Alisson ficou com a bola.

O Brasil dependia muito das distribuições de jogadas do Arthur, que voltava para a equipe após uma lesão. Aos 14 minutos, o meia acionou David Neres pela esquerda, bem aberto, o jovem do Ajax entrou na área e chutou cruzado, mas a bola foi para fora. Uma boa jogada de infiltração do Arthur. A seleção chegava bem na frente e o quarteto estreante mostrava movimentação o tempo todo.

A seleção vinotinto aproveitava os erros brasileiros e, também, teve chances claras de abrir o marcador. Herrera ganhou pela direita, cruzou na medida para Rondón, que ganhou no alto de Marquinhos e cabeceou rente à trave direita de Alisson. Quase quase a Venezuela marcou o primeiro gol.

No segundo tempo, a única diferença foi as alterações do Tite.  Logo no intervalo, o técnico brasileiro tirou Richarlison e colocou Gabriel Jesus. A troca permitiu que a seleção ficasse mais no ataque, aumentando a pressão verde e amarelo. Ainda teve a saída de Casemiro para a entrada de Fernandinho, uma substituição mais para poupar, por causa do amarelo do jogador do Real Madrid, do que tática e técnica.

Mesmo com a maior posse de bola, o Brasil seguia com dificuldades de finalizar. Até que aos 15 minutos, Gabriel Jesus tentou acionar Coutinho, o zagueiro rebateu, Firmino ficou com ela pelo lado esquerdo da área, em posição ilegal, e a bola sobrou para Jesus colocar no fundo das redes. Mas, depois de revisão no monitor, o árbitro Julio Bascuñan anulou o gol de Gabriel Jesus.

O gol impedido fez com que a Venezuela se fechasse mais, dificultando as chegadas do Brasil no ataque. O time precisava de velocidade e movimentação, e a aposta do Tite foi a entrada de Everton Cebolinha no lugar de David Neres. O camisa 19 tentava algumas jogadas, mas nada conclusivo. Faltava um pouco mais de Coutinho também.

Cebolinha foi pedido da torcida, o atacante mostrava serviço e encheu os olhos de esperança e alegria dos torcedores, aos 41 minutos. O atacante arrancou pela esquerda, passou por dois marcadores, foi até a linha de fundo, cruzou para o meio, e Coutinho manda para o gol. Era o gol que o brasileiro tanto queria. Mas o VAR entrou em ação novamente e o gol foi anulado, Firmino estava impedido e a bola havia desviado no jogador. 

A frustração dos jogadores era nítida. E o toque de bola retornou. A Venezuela, que não tinha pressa, segurava e se defendia. Só a ousadia do Everton não resolveu para que a seleção conseguisse a classificação antecipada. Fica para última rodada contra o Peru, no sábado (21), às 16h, na Arena Corinthians.