Clima esquenta e reunião do Conselho do Botafogo termina em troca de socos

Conselheiros cobraram ex-presidente Gérson Engrácia a respeito de contratos assinados por ele com empresa do investidor Adalberto Batista

Acabou em empurra –empurra e socos a reunião do Conselho do Botafogo Futebol Clube realizada nesta quinta-feira (22). O encontro, realizado para discutir a falta de transparência na parceria com a Trexx, empresa do investidor Adalberto Batista, Gerson Engrácia, o ex-presidente do clube, foi convocado a prestar esclarecimentos sobre contratos da parceria.

Segundo apurado pela reportagem do Grupo Thathi, Gerson declarou que escreveu uma carta que coloca o cargo a disposição e justificou a não disponibilização, em sua gestão, de documentos sobre as contas da construção da Arena Eurobike. Também teve que justificar o fato de ter assinado alguns contratos com a Trexx sem a anuência, ou mesmo ciência, do Conselho Deliberativo.

Aproximadamente três horas de reunião, ele deixou o local e foi abordado por torcedores do Pantera, que esperavam na saída do estádio Santa Cruz. O clima esquentou e conselheiros tiveram que intervir para evitar que Engrácia fosse agredido. No momento mais tenso, o filho de um dos diretores do Pantera chegou a trocar socos com um integrante da torcida.

Gersinho foi xingado por torcedores, que chegaram a dar socos e pontapés no carro do ex-presidente, que ainda se mantém no comando da Botafogo Futebol SA, empresa que toca o futebol no Botafogo. Sob gritos de “renúncia já”, ele teve que esperar aproximadamente dez minutos para deixar o local.

Contrato

Na reunião, os conselheiros do Botafogo aprovaram uma deliberação que autoriza o Botafogo a cobrar de todas as formas, inclusive judicialmente, acesso aos documentos relativos à parceria envolvendo a Trexx e o clube.

Segundo Dmitri Abreu, presidente do Botafogo Futebol Clube, o objetivo agora é buscar essas informações. “De forma unânime, o Conselho determinou que o Botafogo Futebol Clube utilize todos os meios para conseguir as informações e discutir os termos da parceria”, disse.

O primeiro passo, segundo Dmitri, é buscar a mediação extra-judicial para resolver os pontos obscuros da parceria. “Mas poderemos tomar medidas judiciais, se for o caso”, disse o presidente do Botafogo.

A reportagem tentou falar com Engrácia na noite de ontem, mas não teve sucesso.