São Paulo suspende aulas presenciais por duas semanas

Alunos ficarão em casa entre 17 de março e 1º de abril

Professora conversa com alunos em sala de aula de escola de São Paulo - Foto: Agência Brasil

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou hoje (12) a suspensão das aulas presenciais da rede pública municipal e nas escolas particulares a partir da próxima quarta-feira (17) até o dia 1º de abril. Com o feriado prolongado da Páscoa, na prática os estudantes só deverão voltar à sala de aula no dia 5 de abril, depois do domingo de Páscoa (4 de abril).

A antecipação do recesso de julho na capital paulista complementa a medida que já havia sido tomada pelo governo de São Paulo em relação à rede estadual. O governo paulista anunciou ontem (11) um endurecimento da quarentena contra o novo coronavírus no estado, com a interrupção das aulas presenciais, fechamento de setores considerados essenciais e toque de recolher a partir das 20h. Na capital paulista, as escolas privadas poderão também antecipar o recesso ou manter as aulas de forma remota.

“Essa medida se faz necessária para que a gente consiga conter o avanço da covid-19 na cidade”, disse Covas ao fazer o anúncio. A ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais municipais está em 82%. No entanto, um balanço do governo estadual divulgado na última quarta-feira (10) apontava que nove hospitais públicos do município estavam com todos os leitos de UTI ocupados e outro só tinha 5% das vagas disponíveis.

Contaminação na cidade

A prefeitura também aprimorou a metodologia do inquérito sorológico que vem acompanhando a evolução da contaminação na cidade. Além do teste imunomatográfico que vinha sendo feito com a coleta de sangue de voluntários, foi realizado o exame Elisa, semelhante ao usado para detecção do HIV. O segundo exame foi aplicado nos casos com resultado negativo na primeira testagem.

Como resultado, foi verificado um aumento significativo no percentual de pessoas contaminadas com o novo coronavírus na cidade. Assim, 25% dos habitantes da capital paulista já tiveram contato com o vírus, de acordo com o inquérito.

A prevalência é maior na zona sul da capital (28,6%) e menor na parte centro-oeste (19,4%). Nas zonas leste e norte o percentual de contaminados ficou em 26%.

Entre a população mais rica, em regiões com índice de desenvolvimento humano (IDH) mais alto, 20,1% já tiveram contato com o vírus, enquanto entre os que vivem nas áreas com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo, 28,8% já foram contaminados. A faixa de idade com maior contato com o vírus é entre 18 e 35 anos, com um índice de contaminação de 29,4%.

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