Professor da rede municipal e estadual aciona o Ministério Público para agir contra o retorno das aulas presenciais em Ribeirão Preto

O motivo do requerimento seria o alto índice de mortalidade da Covid-19 na cidade e a falta de protocolos do Comitê Intersetorial, que não autorizou a retomada escolar

Professor Sandro durante o vídeo onde é explicado o motivo da ação contra o retorno das atividades presenciais - foto: Reprodução

O professor Sandro Cunha dos Santos, que atua em escolas municipais e estaduais em Ribeirão Preto, acionou o Ministério Público para agir contra o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas na cidade.

Para Sandro, a justificativa seria o alto índice de mortalidade da Covid-19, doença decorrente do coronavírus em Ribeirão Preto, e a falta de protocolos do Comitê Intersetorial, que não autorizou a retomada das aulas presenciais.

“Diante dos efeitos da pandemia e do grande morticínio na cidade em função da Covid 19, quando chegamos a 629 mortos na última sexta-feira, dia 11 de setembro, para uma população de 711 mil habitantes, totalizando 88,5 mortos por 100 mil habitantes, ou seja, uma das maiores taxas de mortalidade no Brasil e no mundo”, diz trecho do requerimento escrito pelo professor.

Segundo o que foi anunciado pela prefeitura no decreto 223, o retorno das escolas particulares está previsto para o dia 21 de setembro, enquanto o retorno das escolas públicas está marcado para 18 de outubro.

“Não é hora de voltar, enquanto não tiver protocolo, enquanto a ciência não aprovar, enquanto as autoridades sanitárias não permitirem, nós não podemos voltar, nós não vamos gerar genocídio em Ribeirão Preto, nós não somos irresponsáveis”, afirmou Sandro em um vídeo publicado nas redes sociais.

Outro lado –

A Secretaria Municipal de Educação, por meio de uma nota, informou que o município, mantendo-se na fase amarela ou superior, poderá retomar no dia 21 de setembro, com atividades presenciais, mediante consulta à comunidade escolar e seguindo os seguintes protocolos:

Na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, a até 35% da capacidade de alunos na respectiva série ou etapa; nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, até 20% da capacidade de alunos na respectiva série ou etapa; atendimento preferencial de alunos com dificuldade para participar ativamente das atividades remotas oferecidas e adoção de protocolos específicos de segurança sanitária.

A prefeitura ainda informou que todas as unidades que optarem por oferecer atividades presenciais estarão sujeitas ao acompanhamento dos órgãos de fiscalização competentes, que poderão determinar alterações ou cumprimento de protocolos e, no caso de falta grave, suspender as atividades presenciais enquanto as inadequações não forem sanadas.

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