Material escolar pode sofrer reajuste de até 8% em 2020

Especialista aponta alternativas que ajudam os pais com os gastos para o ano letivo

O mês de janeiro pode representar um desafio para muitos pais de alunos na hora de comprar os itens presentes nas listas de materiais escolares. Todos os anos a preocupação maior é em relação ao preço dos produtos e, de acordo com a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae), em 2020 isso não vai ser diferente.

Segundo estimativa da associação, os materiais podem sofrer reajuste de até 8% quando comparado com o ano de 2019. Pensando em ajudar os pais na hora da busca pelos produtos, o advogado e professor de Direito do Consumidor de uma universidade em Ribeirão Preto, Danilo Nunes, deu alguns conselhos importantes para tornar essas compras mais tranquilas e econômicas.

Danilo aconselha a ficar de olho na lista para o caso de a escola pedir algum item que não é responsabilidade dos pais. “Os pais não devem comprar produtos que não façam parte das atividades escolares como, por exemplo: papel higiênico, álcool em gel ou líquido, detergente, entre outros”, explica.

Outro detalhe que precisa de atenção extra na hora das compras é se a escola em questão cobra alguma taxa extra de material, que os responsáveis não são obrigados a pagar. Caso resolvam efetuar o pagamento é importante que peçam para a escola apresentar a lista com os materiais envolvidos nesta taxa.

Algumas dicas para economizar na hora de comprar os itens da lista são pesquisar preços em mais de uma loja, tanto física quanto pela internet, organizar uma compra em atacado com os pais dos outros estudantes ou optar por locais que ofereçam descontos. A estimativa é que, de uma loja para outra, a diferença de um mesmo item seja de até 300%, segundo dados da Abfiae.