Após furto interromper atividade de creche, diretora fala em “código de ética” para bandidos

A escola está com as aulas suspensas porque não tem água e nem energia; 300 alunos foram afetados

Painel de energia com os fios cortados - Foto: Désirée Teixeira

A creche Deolinda Gasparini, que fica na Vila Vigínia, Zona Oeste de Ribeirão Preto, foi invadida, durante a madrugada desta quinta-feira (12), e teve parte da fiação elétrica, todas as torneiras e o ar-condicionado levados pelos criminosos. A escola está sem água e sem energia e as aulas foram suspensas. Não há prazo para que as aulas sejam retomadas, mas a tendência é que até amanha o problema seja resolvido.

A creche atende crianças de quatro meses até três anos anos de idade. No total, são 300 alunos, entre manhã e tarde. Os criminosos entraram no local através de um imóvel do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) que fica na rua Rangel Pestana, ao lado da creche, e que está abandonado. Eles cortaram a concertina e conseguiram acesso ao local. 

A diretora da creche, Aline Vieira de Souza Barbieri, disse a situação será remediada pela administração. “A escola está totalmente sem energia elétrica e sem água. Durante o dia de hoje, vamos ver o que será necessário para os reparos e para voltar às aulas na sexta. Mas ainda não temos certeza”, informou.

Segundo uma mãe de aluno, que não quis se identificar, os furtos têm acontecido com bastante frequência e nenhuma providência foi tomada até agora. Os pais foram pegos de surpresa pois muitos não têm com quem deixar os filhos.

Ética

A diretora chegou a fazer um apelo aos marginais. “Devia ter um código de ética entre os bandidos para não assaltar escolas, porque prejudica toda a população”, disse a diretora. 

Por telefone, no programa Thathi Repórter, o secretário de educação, Felipe Elias Miguel, disse que já há um processo de licitação para instalação de 2 mil câmeras em todas as escolas do município, com acompanhamento da Guarda Civil Metropolitana e de uma empresa de segurança. O prazo para que todos os equipamentos estejam em funcionamento é de 60 dias.

A creche possui câmeras de segurança e as imagens devem ajudar a Polícia Civil na investigação do caso. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.