Vendas no comércio de Ribeirão Preto caíram em outubro

Setor de calçados apresentou crescimento de 1,50%; empresas contrataram no período, segundo levantamento do SINCOVARP

O comércio de Ribeirão Preto mostrou em outubro queda nas vendas de 3,19%, quando comparadas ao mesmo mês do ano passado. É o que aponta a Pesquisa Movimento do Comércio, realizada mensalmente pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP).

Esse foi o segundo pior resultado do ano, perdendo apenas para maio, quando a redução chegou a 3,99%. Entre as empresas entrevistadas, 64,5% afirmaram que as vendas de outubro de 2018 foram piores do que no mesmo período do ano passado, enquanto 29,2% declararam o contrário e, 6,3% consideraram as vendas nos dois períodos equivalentes.

Setorial – Entre os setores pesquisados apenas Calçados teve resultado positivo, com um aumento das vendas de 1,50%, os demais apresentaram quedas significativas. Os piores números foram para Eletrodomésticos (6,20%), Presentes (5,48%), Móveis (4,50%), Vestuário (4,43%), Livraria/Papelaria (2,60%), Ótica (2,50%), Tecidos/Enxoval (2,40%) e Cine/Foto (2,15%).

Emprego – No que se refere ao emprego no comércio, a pesquisa apurou que, apesar da queda nas vendas, ocorreu uma pequena elevação no número de postos de trabalho em outubro de 0,25%. Entre as empresas entrevistadas, 95,8% declararam que mantiveram seus quadros funcionais inalterados durante o mês, enquanto 4,2% disseram ter contratado no período e nenhuma das consultadas declarou ter realizado demissões.  Os setores que contrataram foram Eletrodomésticos (1,82%) e Tecidos/Enxoval (0,45%).

Análise – Segundo Marcelo Bosi Rodrigues, economista do SINCOVARP, responsável pelo estudo, uma das principais inimigas da economia é a incerteza. “O cenário político indefinido e extremamente polarizado que dominou o país no período que antecedeu as eleições mantiveram a economia em compasso de espera. Nenhum agente econômico, com o mínimo de juízo, ousou tomar decisões com grandes desdobramentos nesse período, o que resultou em uma estagnação da atividade econômica em geral”, comenta.

“O comércio também sofreu com esse clima de incerteza e acabou amargando a queda observada. Passadas as eleições, as reações dos mercados foram positivas, indicando que apesar do resultado observado, o final do ano pode reservar surpresas positivas. É o que se espera”, finaliza Rodrigues.

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