Vídeo | “Não é mais tolerável ambientes com muitas pessoas ocupando a mesma sala”, alerta infectologista

Colaboradores estão migrando do home office para as atividades presenciais e retorno às empresas exige mudanças comportamentais e estruturais.

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Com a flexibilização do isolamento social em Ribeirão Preto, muitas empresas que tinham liberado o home office começam a receber os colaboradores de volta para o trabalho presencial.

Para que esta retomada da rotina seja feita de forma responsável, a orientação do médico Claudio Penido Campos Jr, infectologista da Comissão de Controle de Infecção do Hospital São Francisco, é que funcionários repliquem no ambiente de trabalho os cuidados tomados em casa e na rotina diária e que as empresas adotem protocolos de segurança e até mudanças estruturais , se for preciso. “As empresas têm que se preocupar muito com o fluxo das pessoas. Como as pessoas vão ocupar os ambientes nesta retomada. Não é mais tolerável ambientes com muitas pessoas ocupando a mesma sala, onde não se consiga manter os 2 metros de distanciamento”, alerta o médico.

Ele ainda faz outras considerações importantes como disponibilizar álcool em gel e garantir ambientes mais arejados. “Ambientes fechados sem circulação de ar, agora são insalubres. Então, de repente é necessário fazer uma adequação estrutural”, completa

Além destas alterações, o infectologista explica como a empresa deve agir para detectar de forma rápida possíveis funcionários contaminados e garante que quanto mais agilidade na tomada de decisões, maior a segurança no ambiente de trabalho. “Precisa haver uma política de avaliação dos sintomáticos dentro da empresa. Então é necessário que alguém assuma esta responsabilidade, seja a medicina do trabalho, a engenharia de segurança, para que se faça inquéritos com relação a sintomáticos” , explica Campos Jr. Segundo ele, quando se detecta a doença de imediato, o risco de frear a disseminação é maior. “O afastamento dele da empresa, das atividades de trabalho, já é um ganho enorme de interrupção da cadeia de transmissão”, finaliza.

Pesquisa

A Adecco, empresa de consultoria de recursos humanos, fez um levantamento sobre o que pensam os trabalhadores sobre a troca do home office pelo trabalho presencial. Entre os 4.244 ouvidos, 55,68% disseram que gostariam de voltar para a empresa. Os demais estão divididos entre aqueles que foram obrigados a voltar, aqueles que voltaram mas temem a doença e os que preferiam voltar em esquema reduzido de horário.

Números em Ribeirão

As empresas que optaram pelo home office tinham o intuito de garantir o isolamento social e colaborar no controle da pandemia do novo coronavírus.

Mesmo assim, a cidade registra 19.547 casos confirmados e 518 mortes. Já a taxa de ocupação dos leitos de UTI Covid-19 mostra 70.51% de ocupação e a ocupação dos leitos de enfermaria é de 65.22%. Os dados foram divulgados na tarde de ontem (20) pela secretaria municipal de saúde.

Orientações

Claudio Penido Campos Jr, médico infectologista da Comissão de Controle de Infecção do Hospital São Francisco, concedeu entrevista ao programa Alto Astral e falou sobre vários aspectos importantes em relação a volta às empresas em tempos de pandemia.

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