PIB brasileiro tem o pior desempenho em 24 anos

Em 2020 o Produto Interno Bruto caiu 4,1% em relação a 2019, o pior desempenho desde 1996; as informações são do Boletim Conjuntura Econômica de março de 2021 da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP)

Imagem Ilustrativa Foto: PixaBay.

Em 2020 o PIB brasileiro caiu 4,1% em relação a 2019. Esse foi o pior desempenho desde 1996, interrompendo três anos consecutivos de crescimento. As informações são do Boletim Conjuntura Econômica de março de 2021, coordenado pelo professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP).

Dentre os grandes setores, apenas a agropecuária registrou crescimento (2%), impulsionada pelo crescimento da produção e ganho de produtividade na agricultura. Destaca-se o crescimento na produção de soja (7,1%) e café (21,6%), que alcançaram produções recordes.

Na indústria houve queda de 3,5%, com o pior resultado no segmento da construção, que teve retração de 7% em 2020. O PIB dos serviços encolheu 4,5% frente a 2019. A produção industrial caiu no início de 2021, mas o ritmo mais aquecido do setor nos últimos meses de 2020 possibilitou aumento no número de empregos formais no início do ano.

Houve retração também na demanda, com o pior resultado do consumo das famílias (-5,5%). Segundo o IBGE, o resultado decorre, principalmente, da piora no mercado de trabalho e do distanciamento social para conter o avanço da pandemia. Os gastos do governo recuaram 4,7% em 2020. As importações e as exportações recuaram 10,0% e 1,8%, respectivamente.

A percepção dos consumidores cresceu, após quatro meses de queda. A confiança ainda é baixa e a manutenção da tendência de alta depende, entre outros fatores, da velocidade de vacinação, da evolução dos números da pandemia no Brasil, da recuperação do mercado de trabalho, da evolução da relação dívida pública/PIB, além das trajetórias da inflação e dos juros.

“A falta de comprometimento do governo federal com um plano nacional de vacinação e o consequente agravamento da situação da saúde no País retarda o processo de recuperação econômica e passa a imagem, para os investidores estrangeiros, de um país desorganizado e sem liderança” explicam os pesquisadores.

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