Nove ex-vereadores de Ribeirão Preto são condenados pela Justiça Eleitoral

As condenações se deram por desencadeamentos da Operação Sevandija

A Justiça Eleitoral condenou nesta segunda-feira (1) dez políticos que participaram das eleições de 2016 por desencadeamentos da Operação Sevandija. Ricardo Silva (PSB), que busca se eleger como Deputado Federal neste ano, está entre os condenados e é o único a concorrer novamente por um cargo público.

Na sentença, o juiz José Paulo Camargo Magano entendeu que os citados tiveram vantagens na eleições municipais de 2016 a partir do contato com o empresário Marcelo Plastino, responsável pela empresa Atmosphera na época.

Além de Ricardo, os condenados são Walter Gomes (PTB), Giló (PTB), Cícero Gomes da Silva (MDB), Genivaldo Gomes (PSD), Capela Novas (PPS), Maurílio Romano Machado (PP), Samuel Zanferdini (PSD), Bebé (PSD), e Guilherme Feitosa (MDB).

Magano impôs a inelegibilidade de todos nas eleições dos próximos oito anos. No entanto, no caso de Ricardo Silva (PSB), a sentença não afeta a situação do candidato na eleição deste ano porque o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) já o considerou apto para a disputa.

Procurado pelo Grupo Thathi de Comunicação, Ricardo Silva (PSB) disse que “essa ação não é criminal, mas sim um procedimento da Justiça Eleitoral de primeira instância”. “Não sou réu nos autos da operação Sevandija, muito menos investigado em qualquer procedimento”, completou.

“Infelizmente, a menos de uma semana das eleições, novamente requentam fatos com o objetivo claro de influenciar o processo eleitoral. A sentença, no que se refere a mim, afirma que não participei de qualquer esquema criminoso de indicação de cargos. Ao contrário, está provado que sempre fui oposição ao governo da ex-prefeita”, alegou Ricardo.

“Sobre a condenação, é nítido que foi uma decisão política, sem base em qualquer prova capaz de levar a uma condenação”, seguiu. “Vamos recorrer da decisão para o Tribunal Regional Eleitoral com a certeza cristalina de que, mais uma vez, decisões absurdas, com nítido caráter político, são derrubadas na Justiça. Confiamos no Poder Judiciário”, finalizou.