Justiça condena acusados de assalto à Prosegur a 481 anos de prisão

Mega-assalto contra a empresa de valores aconteceu em julho de 2016 e deixou duas pessoas mortas

A 2ª Vara Criminal de Ribeirão Preto condenou a 481 anos de prisão os quatro acusados de participação no mega-assalto contra a empresa de valores Prosegur, em julho de 2016. Durante a ação que assustou a cidade com tiros e explosões, duas pessoas morreram e mais de R$ 50 milhões foram levados. Mesmo com a condenação, um criminoso segue foragido.

A sentença considerou os quatro integrantes da quadrilha culpados por organização criminosa armada, latrocínio, incêndio com morte, receptação de colete balístico e posse de fuzil, munição e dinamite. Além disso, foi entendido que as explosões e os disparos em via pública fazem parte do latrocínio, o que aumentou a pena de todos.

Os tempos de reclusão foram distribuídos da seguinte maneira: 

Dois líderes da ação já estão presos e foram sentenciados a 121 anos de prisão e uma multa cada. Para o funcionário que passou informações internas da empresa, também recluso, são 116 anos. Já o rapaz identificado como financiador do grupo foi condenado a 123 anos e multa, mas segue foragido, com prisão preventiva decretada.

Até o momento, cerca de R$ 200 mil foram apreendidos com os investigados e restituídos à empresa. Os carros blindados utilizados no assalto, e abandonados em seguida, foram devolvidos aos proprietários. Todos tinham sido furtados, roubados ou financiados em nomes de laranjas.

O roubou

Na madrugada de 5 de julho de 2016, dezenas de homens armados com artefatos de
guerra explodiram e invadiram a sede da empresa Prosegur, nos Campos Elíseos, em Ribeirão Preto. Cerca de R$ 50 milhões foram levados dos cofres do local.

Antes e depois do assalto, o comboio do grupo entrou em confronto com policiais militares. Um agente acabou morrendo. Além disso, um morador de rua que dormia próximo ao local foi queimado dentro de um dos carros incendiados pela quadrilha. Ele morreu dias depois.

Cada integrante do grupo tinha tarefa definida no assalto. Entre elas o levantamento de informações do prédio a ser roubado, obtenção de veículos blindados, aluguel de imóvel para reunião dos assaltantes e obtenção das armas de fogo.

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