A resiliência do sapateado e os 13 anos da Cia Pé na Tábua

No dia 25 de Maio se comemora o Dia Internacional do Sapateado

Cia Pé na Tábua durante apresentação: sapateado tem data comemorativa celebrada em 25 de maio - Foto: Carol Cb Fotografia

Nesta terça-feira (25) se comemora o Dia Internacional do Sapateado. A data foi escolhida para homenagear Bill “Bojangles” Robinson, que nasceu neste dia. Toda sua trajetória relembra a todos a origem negra do sapateado norte-americano, o famoso “tap dance”.

Em Ribeirão Preto, desde 2008, a Cia. Pé na Tábua circula por diversas cidades a fim de difundir o sapateado como uma arte popular, retomando as origens dessa dança. De matrizes africanas, o sapateado pode ser entendido como um desdobramento da necessidade humana de se comunicar. Se faltam os tambores, entra a percussão corporal.

O sapateado, como conhecemos hoje, é um estilo de dança que tem como principal característica os sons que os dançarinos produzem. Com as chapinhas de metal de seus sapatos em contato com o chão, é possível criar músicas em forma de dança.

Para além do imaginário que desperta em todos as memórias dos filmes musicais, com sua elegância, brilho e glamour, trazendo para a boca do povo nomes como Fred Astaire e Gene Kelly, temos grandes artistas como Jeni Legon, The Nicholas Brothers, Buck and Bubbles e Gregory Hines que tem muito o que ensinar sobre resiliência e resistência, por firmarem suas majestosas carreiras frente às discriminações raciais que viveram.

Seguindo os aprendizados sobre resiliência, temos a Cia. Pé na Tábua, que há 13 anos nos lembra que pelo interior do Brasil há excelentes criações artísticas que se preocupam com o acesso democrático aos bens culturais produzidos, como espetáculos, videodanças e oficinas.

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