Sem pediatra, menino picado por escorpião deixa de ser atendido no PS Central em Ribeirão Preto

Garoto, de 11 anos, precisou ser levado pela Polícia Militar até a UBDS da Vila Virgínia; Prefeitura diz que o procedimento adotado pelo posto foi correto

Na noite deste domingo (10), em patrulhamento pela Avenida Dom Pedro I, em Ribeirão Preto (SP), uma equipe do 51º Batalhão de Polícia Militar do Interior se deparou com um casal desesperado após o filho, de 11 anos, ter sido picado por um escorpião.

Os policiais colocaram os pais e a criança dentro da viatura e levaram a vítima até o Pronto Socorro Central para avaliação médica. No entanto, ao chegar na unidade de saúde, a equipe teria sido informada que não havia pediatra disponível para atender o menino.

Os cabos Rogério e Anderson foram orientados a levar o garoto para a Unidade Básica de Saúde (UBDS) da Vila Virgínia.

Segundo o informado, a criança ficaria em observação até a 01h e depois poderia ir para casa.

Esclarecimento

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que a UBDS central é gerida pela Fundação Hospital Santa Lydia e “não dispõe da especialidade pediatria, conforme o contrato estabelecido.”

A pasta ressaltou ainda que apenas nos atendimentos de emergência, aqueles em que há risco de morte, a criança é atendida pelo médico disponível que estiver na unidade de Saúde. Caso contrário, nos atendimentos à crianças em casos sem risco de morte, estes são feitos em pediatria nas unidades: UBDSs Quintino II, Vila Virgínia e UPA.

Por fim, informou que o soro antiescorpiônico fica sob os cuidados do Centro de Toxicologia de Ribeirão Preto e portanto não está disponível em nenhuma UPA ou UBDS. Isto porque ele só é utilizado em número muito pequeno de casos.

Segundo a Secretaria, o procedimento adotado pela equipe foi correto.

Casos em alta

O número de casos de picadas de escorpião cresceu 33,7% nos últimos 10 meses em Ribeirão Preto. 

Entre janeiro e outubro, foram registrados 1.183 acidentes na cidade, uma média mensal de 118 casos. Isto contra 885 registros durante o ano de 2018. Ou seja, neste ano já são 298 casos a mais. 

Os dados foram divulgados pela Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, que informa que em todo caso de acidente com animal peçonhento a vítima deve procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica. 

Caso necessário, o posto deverá encaminhar o paciente ao HC para avaliação da toxicologia e necessidade de aplicação do soro antiescorpiônico, de acordo com a gravidade.

Prevenção

A picada do escorpião pode matar, por isso, se atente a algumas dicas:

– sacuda roupas e sapatos antes do uso;
– evite colocar as mãos em buracos ou em troncos podres;
– use proteção ao manusear jardim e produtos de construção;
– evite que a roupa de cama ou o mosqueteiro encostem no chão;
– e evitar pendurar roupas nas portas ou paredes;