Ribeirão Preto registra menor taxa de mortalidade infantil da história

Índice de 7,2 mortes para cada mil nascidos vivos é o menor em mais de 25 anos e coloca a cidade dentro dos parâmetros estabelecidos pela ONU

Para ONU, meta é para que se tenha menos de 12 casos em cada mil nascimentos Foto: Pexels / Pixabay

Em 2020, Ribeirão Preto registrou a menor taxa de mortalidade infantil da história. Com um índice de 7,2 mortos com menos de um ano para cada mil nascidos vivos, a cidade se mantém dentro da meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para que se tenha menos de 12 casos em cada mil nascimentos. 

O índice representa uma queda de 13 óbitos por mil em relação a 1995, quando Ribeirão registrou o maior número da série histórica (20,2 mortos). Os dados são da Divisão de Vigilância Epidemiológica (SICAEV) da Secretaria da Saúde, e leva em consideração dados de 1994 a 2020. Veja abaixo:

Imagem: Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto

A mortalidade infantil compreende a soma das mortes ocorridas nos períodos neonatal precoce (zero a seis dias de vida), neonatal tardio (sete a 27 dias) e pós-neonatal (28 dias e mais). O Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) estima o risco de um nascido vivo morrer durante o seu primeiro ano de vida, sendo geralmente classificado em: alto (50 ou mais), médio (20 a 49) e baixo (menos de 20). 

De acordo com a Saúde, na cidade o CMI vem caindo a cada ano.  “Isso se dá devido ao desenvolvimento de políticas públicas e ações preventivas que colaboram desde o atendimento pré-natal à gestante, a qualidade da assistência ao parto, o incentivo ao parto normal, a qualidade do atendimento ao recém-nascido, o incentivo ao aleitamento materno, à vacinação e às consultas médicas e de enfermagem”, disse. 

Metas globais 

Os índices são um reflexo de um avanço que tem ocorrido em todo o mundo e coloca a cidade dentro do número estabelecido pela ONU para a morte de recém-nascidos (menos de 12 mortos para cada mil nascidos vivos). 

De acordo com a Organização, até 2019 a mortalidade materna e infantil nunca havia estado tão baixa. De 1990 a 2018, por exemplo, o número de mortes de crianças menores de 15 caiu mais de 50% e passou de 14,2 milhões para 6,2 milhões.

Para a Organização Mundial da Saúde, “o sucesso se deve à vontade política de melhorar o acesso a serviços de saúde de qualidade, investindo na força de trabalho em saúde, introduzindo atendimento gratuito para grávidas e crianças e apoiando o planejamento familiar.”

Com informações da Prefeitura de Ribeirão e da ONU News 

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