Prefeito de Pirassununga é cassado após condenação por beijar mulheres à força

Defesa do político disse que vai recorrer da decisão e que não há provas; vice-prefeito já assumiu o cargo

Prefeito condenado por assediar e beijar mulheres à força é cassado durante sessão em Pirassununga - Foto: Repórter Naressi

O Prefeito de Pirassununga, Ademir Alves Lindo (sem partido), foi cassado na última terça-feira (18), por sete votos contra três, por suposta ação incompatível com o decoro do cargo.

O Poder Legislativo da cidade condenou o político devido aos casos conhecidos como dos “beijinhos”, em que foi condenado em 2ª Instância por por assediar e beijar mulheres à força durante o mandato anterior.

Segundo a assessoria de imprensa da Casa, Lindo não compareceu à sessão. O advogado de defesa, Edmilson Barbato, afirmou que não há provas e que avalia o resultado da sessão como um julgamento político.

Depois de condenado em 1ª Instância, em janeiro de 2019, o prefeito recorreu através de seus procuradores junto ao Tribuna de Justiça, mas teve os direitos políticos suspensos por cinco anos e também foi condenado a pagar indenização no valor de 20 salários recebidos nos últimos anos.

O ato da condenação em 2ª Instância pelo TJ-SP, foi por improbidade administrativa após ser acusado de assediar e beijar a boca de quatro mulheres e uma criança de 11 anos à força, de acordo com os depoimentos na época.

Sessão extraordinária

De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, a sessão teve duração de cerca de sete horas e foi finalizada com a cerimônia de posse do vice-prefeito Milton Dimas Tadeu Urban (PSD), conhecido como Dr. Dimas, que passa administrar Pirassununga a partir de quarta-feira (19).

Veja como votaram os vereadores
A favor da cassação:
Jeferson Couto;
José Antônio Camargo de Castro;
Luciana Batista;
Paulo Rosa;
Sidnei Aparecido Pires;
Vitor Naressi;
Wallace Ananias.

Contra a cassação:
Leonardo Francisco Sampaio de Souza Filho;
Nelson Pagoti;
Paulo Sérgio Soares da Silva.

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