Operação LOKI ganha desenrolar em Orlândia

Os mandados foram realizados nesta segunda-feira 22 e são consequência do desenrolar da Operação

A Segunda Fase da Operação LOKI teve início na manhã desta segunda-feira (22) com cumprimento de mandados de busca e apreensão. Os mandados são referentes a servidores do Ministério Público, com apoio da Polícia Militar, nas cidades de Orlândia e Ribeirão Preto.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), divulgou uma Nota à Imprensa com uma denúncia contra 25 integrantes de uma organização criminosa. Segundo a Nota, participam dessa organização  agentes públicos (Funcionários da Prefeitura de Orlândia) e empresários.

A organização é acusada de fraudar licitações, superfaturar alguns contratos em troca de propina, falsificação de documentos, uso de documentação falsa e formação de cartel. Foi descoberto que os integrantes do cartel cuidavam de uma Indústria de fraudes em licitações em nome da Prefeitura de Orlândia.

Segundo as investigações o ex-prefeito da cidade é quem comandava a organização e escolhia com antecedência quem e quais empresas seriam contratadas pela Prefeitura durante o processo de fraude. Esse desenrolar é consequência da Operação LOKI, iniciada no ano de 2019, na época 115 mandados de busca e apreensão foram expedidos.

Além do ex-prefeito de Orlândia, o chefe de gabinete, o ex-secretário de Infraestrutura Urbana, o ex Chefe de Departamento de Água e Esgoto de Orlândia (DAE), os membros da Comissão de Licitações da Prefeitura de Orlândia e mais 17 empresários. Todos estão na folha de contratação fraudulenta da Prefeitura de Orlândia.

Dessas contratações cerca de 36, com relação a obras públicas e limpeza urbana, foram feitas de forma fraudulenta pelos denunciados. O valor dessas contratações somam cerca de R$ 23.

Através da denúncia a 1ª Vara Judicial de Orlândia determinou a apreensão e indisponibilidade de bens móveis, imóveis e ativos financeiros de todos os denunciados, além das pessoas jurídicas envolvidas no caso. Os denunciados foram proibidos de ter contato com qualquer outro investigado, chegar nas proximidades da sede da Prefeitura de Orlândia e não podem se ausentar sem autorização judicial

Aos acusados que têm função pública na Prefeitura de Orlândia foi suspenso de maneira temporária o exercício de função pública durante a tramitação do processo. A Procuradoria Jurídica do Município de Orlândia informa que até o presente momento não foi notificada e não teve acesso ao processo.