Jovem que teve o couro cabeludo arrancado em acidente de kart terá alta sábado (12)

Débora Oliveira falou com a imprensa pela primeira vez desde que foi internada; diz ter orgulho das cicatrizes e quer ir ao cinema.

Foto: Divulgação

A auxiliar de educação Débora Oliveira, 19, diz ter orgulho das cicatrizes e que esta com uma vontade imensa de ir ao cinema. Ela teve o couro cabeludo completamente arrancado depois de um acidente ocorrido em Recife em 11 de agosto enquanto participava de uma corrida de kart. Desde então, passou por 18 procedimentos cirúrgicos em Ribeirão Preto, onde está internada há pouco menos de dois meses, e deve receber alta no próximo sábado (12).

Para Débora, o fato de nunca mais ter cabelos naturais – o couro cabeludo foi totalmente comprometido – não é um problema. “É um dos desafios que eu vou ter que viver, pois para uma mulher é muito complicado perder essa parte da estética (…) Mas eu não vou ter vergonha. Eu sinto que muitas das vezes nos escondemos com medo de nos sentirmos feias ou desaprovados e eu não quero sentir isso”, disse Débora, em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (10) no Hospital Especializado, onde está internada.

Ainda segundo Débora, que falou pela primeira vez com a imprensa, ela quer aproveitar a repercussão nacional de seu caso para incentivar as pessoas. “Muitas mulheres e homens sofrem de problemas que levam à calvície. Elas sentem medo, se escondem, e sofrem. Não quero seguir esse caminho, quero sentir orgulho disse. Posso usar peruca, não usar, mas quero que isso seja uma coisa boa. Tem que tirar lado bom. Ter orgulho das cicatrizes”, disse.

 

Débora Oliveira falou com a imprensa pela primeira vez desde sua internação – Foto: Divulgação

Cinema

Débora, que pretende ser neurocirurgiã, afirmou ainda que a experiência como paciente vai ajudar o seu futuro profissional. “Eu falo para os meus doutores que isso me deu a chance de saber como é estar do lado do paciente. Vou pegar as coisas boas de toda situação. Essa experiência como paciente me mostrou como é importante ter empatia com o paciente”, disse.

Animada com a alta médica, Débora lamentou o fato de não poder voltar para sua cidade Natal, mas já tem certeza sobre o que fará ao deixar o hospital. “Quero fazer muitas coisas, mas primeiro vou assistir a um filme, vou ao cinema, que é o que eu fazia antes”, disse ela, sem relevar qual atração pretende ver.

Alta

Apesar da alta, o cirurgião Daniel Lazo, que integra a equipe que fez operações em Débora, explicou que a jovem terá que retornar ao hospital duas vezes por semana, pelo menos até o fim de outubro, para fazer curativos. “A partir de janeiro vamos enxertar gordura e reconstrução dos supercílios. Em junho de 2020 será possível refazer exames ambulatoriais simples de serem resolvidos”, explicou o especialista.

Segundo Eduardo Tumajan, namorado de Débora e que a acompanha em Ribeirão, a tendência é, depois de outubro, o casal se mude para São Paulo, onde seguirá o tratamento. Voltar a Ribeirão Preto, entretanto, é uma opção. “Vamos fazer tudo que for melhor para o bem-estar dela”, disse.

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