Fogos de artifício: cuidados ajudam a diminuir impacto sobre pets

Animais possuem audição sensível e podem ser afetados pelo barulho; saiba como cuidar do seu cachorro durante a queima de fogos de artifícios

Cachorros podem sofrer traumas físicos por conta do barulho - Foto: Divulgação

Com o fim de ano se aproximando, os donos de animais de estimação se preocupam com uma única coisa: os fogos de artificio. Se para os humanos o barulho da explosão dos fogos incomoda e assusta, para os animais domésticos é pior. Os bichinhos ficam desesperados com os barulhos causando ataques de pânico, desmaios e latidos descontrolados. O barulho pode causar fugas desesperadas, traumas graves e até em casos extremos levar o animal ao óbito.

Sandra Silva, moradora em Ribeirão Preto, já está preocupada com as festas de fim de ano. “Com as comemorações de jogos ou festas de fim de ano, minha cachorra Lady fica desesperada com o barulho dos fogos. Eu fecho as janelas e faço companhia pra ela em algum cômodo mais confortável, até ela parar de se tremer e ficar mais calma”.

A veterinária Bianca Jacob Shimizu, da Clínica Veterinária Franciscão, recomenda não deixar os animais sozinhos, ficar em um lugar tranquilo, medicamentos somente por recomendação do veterinário e tente acalma-lo. “Mas fique atento a alguns sinais mais graves como vômitos, convulsões e ferimentos ao tentar se esconder, se acontecer é preciso levá-lo ao veterinário”, diz a especialista.

Motivos

Fogos de artifício incomodam animais e podem causar traumas – Fotos: Divulgação

A audição dos cães é muito superior a dos seres humanos. Eles conseguem escutar um som quatro vezes mais longe e mais alto que uma pessoa. Portanto, os fogos de artifícios que para nós já fazem muito barulho, para os cachorros o som se multiplica.

O criador de pastor alemão e proprietário do Von Haus Henri – Hotel para cães, Carlos Henrique Júnior, lembra que algumas medidas são fundamentais na noite de Reveillon para o bem-estar dos animais. Entre elas, deixar o cachorro dentro de casa e procurar agir naturalmente, ligar a televisão ou rádio com um som mais alto que de costume pode ajudar a dispersar o barulho dos fogos e manter os portões de acesso à rua bem fechados para evitar fugas.

“Não é recomendado pegar o cão no colo, no susto e não intencionalmente ele pode morder. Aqueles cães que sofrem muito e ficam apavorados, vale medicar. O veterinário pode prescrever um neuro relaxante que deve ser ingerido pelo cão um pouco antes do início dos fogos, ou ainda um medicamento homeopático, este é necessário iniciar o tratamento com alguns dias de antecedência”, comenta o médico veterinário do Hotel Von Haus Henri, Matheus David Cesca.