“Eu previ que aquilo ia acontecer”: Barco com adolescente de 13 anos vira e vítimas são socorridas por empresário de Taquaritinga

Foram salvas cinco pessoas; o responsável pela ajuda foi o empresário Marcelo Coimbra de 48 anos

Cinco moradores de Matão, dentre eles, um adolescente de 13 anos, foram socorridos, neste sábado (28), após o barco em que estavam virar, no rio Tietê, em Novo Horizonte. O responsável pelo salvamento foi o empresário Marcelo Coimbra, 48, morador de Taquaritinga.

“Eu previ que aquilo ia acontecer. 15 minutos antes, mandei para a minha esposa, afirmando que estava com medo do barco afundar com o menino junto. Foi algo que nunca vi na minha vida, em milésimos de segundos o barco sumiu de uma vez”, disse Coimbra.

 Ele conta que, pelo local, o vento estava muito forte e, por consequência, havia a formação de ondas na água. Diante deste cenário, as 20 embarcações que estavam por lá foram saindo, mas apenas os matonenses ficaram por lá.

O empresário deixou a lancha ligada por conta do pressentimento. Isso possibilitou o resgate de forma rápida. Segundo o rapaz, o que sentiu “foi coisa de Deus. Assisti a uma cena desesperadora”.

O resgate

Os primeiros a serem salvos foram o adolescente e o pai. O jovem, por ter ficado dentro da água, entrou em estado de hipotermia, contudo, na embarcação de Marcelo, havia uma manta e foi utilizada para aquecer o jovem. Já o responsável dele, pelo mesmo motivo, teve dificuldade em subir no veículo.

“Fizemos duas viagens. Primeiro socorremos o menino e o pai e, logo depois voltamos para pegar os outros que ficaram”, conta. No intervalo de tempo da primeira viagem para a segunda, outra embarcação voltou para prestar ajuda, mas sofreu com tempo. O homem que estava lá, também foi ajudado.

Todos os envolvidos foram levados para as margens do rio e deixados com segurança. Em seguida disso, o barco em que os cinco estavam foi resgatado, e devolvido para os donos.

Por fim, o empresário relatou que o garoto agradeceu pela ajuda, chegando a afirmar que achou que iria morrer. Isso porque, durante o ocorrido, havia ingerido bastante água.

“Eu tinha o dever de prestar socorro. Se eu recebesse a notícia de que aquele menino tinha morrido, eu nunca me perdoaria. Depois de prestar o socorro, passei o melhor sábado da minha vida. Foi por Deus”, finaliza.