Ichisato se recusa a passar por ala de progressão e volta para o regime fechado

Empresário Alexsandro Ichisato, condenado pela morte de Marcos Delefrate, ocorrida há nove anos, teria direito ao regime semiaberto

Nove anos após a morte de Marcos Delefrate, empresário Alexandre Ichisato teria direito ao regime semiaberto

O Departamento de Execuções Criminais de Campinas cancelou a progressão ao regime semiaberto do empresário Alexsandro Ichisato, condenado a 18 anos de prisão pela morte do estudante Marcos Delefrate durante um protesto ocorrido em junho de 2013, em Ribeirão Preto. Segundo relatório do órgão judicial, ele cometeu “falta disciplinar grave” na Penitenciária de Balbinos, onde cumpre pena.

Para terem direito ao semiaberto, os presos precisam mudar ala em suas unidades prisionais. Segundo um comunicado da direção do presídio ao Departamento de Execuções, Ichisato se recusou a fazer a mudança “sem apresentar razão plausível”.

Por conta do comunicado, o juiz Leandro Eburneo suspendeu cautelarmente a progressão do empresário até a conclusão de uma sindicância.

A reportagem do Portal Thathi não conseguiu contato com o advogado Rafael da Silva Moreira , que representa o empresário no processo de execução penal.

O caso

O atropelamento ocorreu no dia 20 de junho de 2013, durante um protesto no cruzamento das avenidas Professor João Fiúsa e Adolfo Bianco Molina. Ichisato e a ex-namorada deixavam estavam em um veículo SUV e se depararam com a manifestação.
O grupo que protestava pediu que ele recuasse. Houve uma discussão e Ichisato acelerou o carro em direção aos manifestantes. Delefrate morreu na hora e outras 12 pessoas ficaram feridas.

Em primeira instância, o empresário foi condenado a 64 anos de prisão pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. A pena acabou reduzida para 18 anos no julgamento de um recurso apresentado pela defesa.

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