Acusado de racismo, empresário desabafa: ‘Estou bem arrependido e abalado’

Dono do bar afirmou que vê armação de sócio; confira entrevista completa

Degraus Bar, no Ipiranga - Foto: Redes Sociais
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Kleber Felipe, proprietário do bar Degraus, no Ipiranga, em Ribeirão Preto, pediu desculpas pelas falas, consideradas racistas, nas quais conversa com um ex-sócio e afirma que era preciso “limpar” o local e, para isso, sugeriu fazer “pagode de branco”.

“Estou bem arrependido e abalado com tudo isso. Ser chamado de racista é muito complicado”, disse.

As falas, que repercutiram intensamente nas redes sociais ontem depois que o Grupo Thathi divulgou o caso, foram vazadas depois que o sócio de Kleber, Guilherme Chaguri, deixou a sociedade e afirmou que irá denunciar o caso ao Ministério Público.

Kleber afirmou ainda que acredita que a situação foi armada por Chaguri. “Foi uma conversa que tive com o até então promoter do bar, que não estava indo bem (…) ele veio e trouxe gente, e eu acabei confiando muito nele. Esse termo [pagode de branco] é um termo que ele utilizava, não era referente a cor ou raça, nada disso, era um pagode mais calmo”, salientou.

Confira abaixo a matéria completa divulgada pelo Thathi Notícias:

Repercussão

Depois da divulgação dos áudios, o grupo Climatizô cancelou todos os shows que faria no local. Além deles, outros grupos de pagode articulam um movimento de boicote ao empresário. Outra banda que se recusou a se apresentar no local é a ClickSamba.

“A intenção da casa era nos tirar devido ao nosso público não ser o padrão deles. Mas nós é que nos resolvemos sair da casa depois dessa atitude”, disse Lucas Quirino da Silva, integrante da banda da Climatizô.

Outro lado

Procurado, Wesley Felipe Rodrigues, advogado que representa Chaguri, informou que seu cliente decidiu deixar a sociedade e rechaçou a fala de Kleber. “A sociedade já não está mais aceitando essas práticas”.

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