PM afirma que agente atirou em poodle por legítima defesa

O fato ocorreu na cidade de Muaná, no Pará; o cão está internado, mas não corre perigo

Fuga do cachorro se tornou motivo de confusão Foto: PixaBay.

A Polícia Militar do Pará afirmou que um policial atirou em um cachorro poodle em legítima defesa, nesta sexta-feira (13). Isso porque, segundo a corporação, o rapaz teria sido atacado pelo animal na cidade de Muaná, no Marajó

Em razão dos disparos, o bicho teve que ser levado às pressas a Belém, para receber cuidados veterinários. Segundo os donos, Hulk, como é conhecido o cachorro, não corre perigo, mas está internado.

O PM Joel Rodrigues do Amaral, que efetuou o disparo está sob investigação. Principalmente porque, em 2020, foi sancionada uma lei que torna mais rígida a punição de maus tratos a animais. A pena pode chegar a cinco anos de prisão e multa.

Além disso, o promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, afirmou que abrirá um processo administrativo e pedirá o afastamento do policial.

O caso

O cachorro Hulk foi atingido por uma bala, na última quarta-feira  (11), durante uma abordagem policial. O poodle, quando se deparou com os agentes na residência, os estranhou e começou a latir.

Em razão disso, o PM efetuou um disparo contra ele. A família disse que a abordagem foi feita de maneira agressiva. O policial se incomodou com os latidos do cão e, antes de atirar no animal, o rapaz o chutou.

Por conta dos ferimentos, a família viajou, nesta sexta-feira (13), com o cão para Belém, já que na cidade onde moram, não há estrutura capaz de dar o devido suporte para o caso. Para arcar com os custos, desde viagem até atendimento, foi necessário uma campanha de arrecadação.

Um boletim de ocorrência foi registrado.

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