Ernest Johnson foi executado por causa de três homicídios cometidos em 1994 (ANSA)

O estado americano do Missouri ignorou os apelos do papa Francisco e executou na última quinta-feira (5) um condenado que estava no corredor da morte.

Ernest Johnson, 61 anos, foi morto com injeção letal na penitenciária de Bonne Terre, às 18h11 (horário local). Ele havia sido sentenciado à pena capital pelo assassinato de três funcionários de uma loja em Columbia, crime ocorrido em fevereiro de 1994.

A defesa de Johnson, no entanto, alegava que ele tinha graves deficiências mentais. Suas vítimas, Mary Bratcher, 46, Mable Scruggs, 57, e Fred Jones, 58, foram mortas a golpes de martelo.

A Justiça do Missouri rejeitou o argumento, que se baseava em uma decisão da Suprema Corte que proíbe a execução de pessoas com problemas mentais. Já o governador Mike Parson, do Partido Republicano, ignorou um apelo do Papa para dar clemência ao condenado.

O pedido havia sido feito por meio do núncio apostólico do Vaticano nos EUA, Christophe Pierre. “Em nome do Santo Padre, eu peço a você que suspenda a execução de Johnson e garanta a ele alguma forma apropriada de clemência”, dizia a carta enviada por Pierre ao governador no fim de setembro.

Segundo o núncio, o apelo do pontífice se baseava na “sacralidade de todas as vidas humanas”.

Informações: ANSA