Empresas americanas passam a exigir certificado de vacinação, mesmo contra decisão da Suprema Corte. O Brasil segue esta mesma tendência

A Suprema Corte americana proibiu a exigência do passaporte de vacinação dos seus funcionários, tanto para admissão quanto demissão. As empresas, no entanto, não acolhem a decisão

Foto: L F Piton.

Com 63% dos americanos totalmente vacinados, com duas doses, grande parte das empresas tomaram uma atitude que contraria a decisão da Suprema Corte Americana: exigir o atestado de vacinação de seus funcionários, tanto para admissão, quanto para demissão.

Nesse mês de janeiro, o presidente norte-americano Joe Biden criou uma regra que obrigava as empresas com mais de cem funcionários exigirem o uso da máscara, testes semanais (pagos pelo próprio empregado), bem como o atestado de vacinação, numa atitude que forçaria um avanço significativo nas vacinações. O pedido, no entanto, foi rejeitado pela Suprema Corte, alegando uma “intromissão significativa” na vida de milhões de trabalhadores. Medidas como essa já estão em uso em vários países europeus, como a Alemanha, por exemplo.

Apesar da rejeição, grandes empresas ignoraram a proibição e impuseram as restrições junto aos seus funcionários. Dentre essas empresas aparecem o Citigroup, que já está com mais de 99% dos seus empregados vacinados. O mesmo ocorre com a Tyson Foods e a United Airlines, entre outras. No Brasil, uma portaria do Ministério do Trabalho, publicada no mês de novembro do ano passado, proibiu que houvesse atitude semelhante por aqui. A realidade, no entanto, é bem diferente. As demissões estão ocorrendo, embora não colocadas de forma clara. As admissões também sofrem restrições, quando não são apresentadas as comprovações de vacinação.

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