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RIBEIRÃO PRETO – SP

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Sem banheiro, sem caminho

RIBEIRÃO PRETO DESPREZA SEU PRINCIPAL patrimônio: a população. O Governo que temos está longe de ser o que queremos. Duarte Nogueira, PSDB, revela uma incrível vocação para destratar a cidade e anunciar – sempre que possível – seu descaso com o povo. Durante quase três anos, ignorou os meios políticos e eliminou de seu dicionário a palavra atitude. Foi um segmento piorado do que já era muito ruim.

AS PROMESSAS DE PALANQUES ELEITORAIS foram plenamente esquecidas. As obras anunciadas jamais chegaram por aqui. As ruas continuaram sem asfalto, o asfalto todo marcado por buracos. A Educação regrediu além do esperado. A Saúde não avançou um passo. Sujeira, mato e falta de iluminação tornaram-se companheiros de praças e avenidas. A saúde econômica – cuja promessa era ser imediatamente recuperada – foi definitivamente para o ralo.

DUARTE NOGUEIRA E SEUS IGUAIS INVENTARAM a farsa de que o município estava semi-falimentar, com um rombo superior a R$ 230 milhões – “herança maldita de dona ex-prefeita Dárcy Vera”. Não era verdade, nunca foi. A lenda foi criada pelo Ministério Público, que somou todos os contratos suspeitos e os anunciou como roubados. Ora, impossível corromper todos os valores de qualquer contrato. Parte da obra, serviços ou materiais foram adquiridos.

O GOVERNO TUCANO TRATOU, ENTÃO, DE CRIAR um novo culpado para o caos anunciado. A culpa de quase tudo foi logo ‘empurrada’ para cima dos servidores. Greves se sucederam, diálogos jamais existiram e as reivindicações logo destratadas. Nem mesmo a reposição inflacionária foi reposta. Pior. Reformulou-se valores e condições do IPM, sob a promessa de que tudo entraria nos eixos. Aconteceu?

LÓGICO QUE NÃO. DUARTE NOGUEIRA PODE, ENFIM, anunciar obras. Fez um apanhado das boas heranças de sua antecessora e está ‘plantando’ viadutos e tuneis pelos cantos da cidade. Quer exibi-las ainda em 2.020, coincidentemente em pleno período eleitoreiro. São obras do PAC, concedidas ainda sob o governo da confusa Dilma Rousseff, PT. Com elas – e mais R$ 7,5 milhões de propagandas coloridas – espera superar o desleixo de quase três anos.

ENQUANTO ISSO, AINDA AGORA, OS RAROS e insuficientes banheiros públicos das principais praças e parques de Ribeirão Preto estão sendo desativados. A empresa responsável pela limpeza e manutenção cansou-se após mais de quatro meses sem nenhum recebimento. Dispensou os funcionários e trancou as portas. Um quase caos anuncia-se nas praças da Catedral e XV de Novembro.

NOS PARQUES CURUPIRA E LUIZ CARLOS RAYA a situação não é menos absurda ou intolerante. Banheiros fechados e usuários reclamando. Para piorar, a Praça da Catedral se tornou uma espécie de área de camping para moradores de rua. A semana começa com alguns deles improvisando um fogão com tijolos e velhas panelas, fazendo o almoço da manhã em plena área verde. Bem ao lado do terminal de ônibus urbano. Há dúvidas no ar: isso é descaso, desumanidade ou incompetência? Ou tudo junto e misturado?

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José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor