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Questão de ordem

SUBIU NA COBERTURA DO 17º ANDAR A PRETENSÃO do vereador Democrata Fabiano Guimarães de ser o próximo presidente do Legislativo tupiniquim. Ele cometeu – em linguagem política – o que se convencionou chamar de exagerada sede ao pote. O clima lhe é absolutamente desfavorável entre os ‘velhos’ colegas de bancada e o tal bloco dos 17 corre sério risco de imediato desmanche. Fabiano corre atrás.

A CASA DE NOCA ASSISTIU CENAS DE EXTREMA crueldade na última sessão dos iguais. Antigos parceiros – como o emedebista Igor Oliveira, por exemplo – falou claro, alto e em bom som o quanto “despreza a candidatura do colega vereador, por absoluta falta de confiança no mesmo”. Fabiano elevou o tom da discussão, exasperou-se e passou a destratar os antes fiéis companheiros. Argumentou, claro, que estava sendo vítima de trairagem. Reforçou ainda mais a tese igoriana. “Agora é que não voto, mesmo”.

FABIANO GUIMARÃES VEM COLECIONANDO ANTIPATIAS por onde pisa. A opinião não é dessa nada humilde coluna. Parece ser voz corrente na Câmara dos iguais. Outros vereadores do grupo dos 17 já estão pavimentando o caminho de saída, demonstrando de forma clara ou sutil o tamanho do descontentamento com o andar da carruagem caipira. Assim como Diógenes já estão à procura de um nome consensual. O atual Lincoln Fernandes é um deles. Foi consultado e desconversou.

O GRUPO RESTANTE DE UMA DEZENA DE VEREADORES já entendeu e disparou recados de volta. Aceita participar do bolo, desde que o nome não seja o de Fabiano Guimarães. O fato, inclusive, já chegou a periferia do Palácio Rio Branco. O inquilino Duarte Nogueira já teria sido, digamos assim, alertado para possíveis dissidências. Não se opôs e nem fez menção de melhor pensar no assunto. Institucionalmente tem bom trânsito com Lincoln Fernandes, apesar das divergências políticas. O que é natural.

SEGUNDO UM VEREADOR MAIS ÍNTIMO DO PODER Executivo, há um temor quase coletivo dos ex-apoiadores de Fabiano Guimarães de que ele se torne ‘caro’ demais ao Governo. Traduzindo, chegando à Presidência da Casa teria tempo, espaço e falta de limites para beneficiar-se do cargo. Isso, em pleno período eleitoreiro, tornaria a disputa desigual e amplamente desfavorável aos demais concorrentes.

COMO NINGUÉM ALI ESTÁ PARA FAZER GRAÇA E NENHUM deles quer ceder terreno ao ‘inimigo’, as atitudes arrogantes de Fabiano Guimarães saltam mais rapidamente aos olhos e melhor se estabelecem na paisagem política. A insatisfação que, antes, se escondia atrás das portas, agora tornou-se uma espécie de tapete de boas-vindas. O que era doce, acabou-se.

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José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor