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Quase incrível

HÁ VIDA INTELIGENTE NAS Forças Armadas. E há Bolsonaros que pouco ou nada se importam com isso. Por isso, sob a frágil bandeira do Poder, fazem o que fazem, inclusive ridicularizando pracinhas e patentes do Exército, Marinha e Aeronáutica. O mundo que aprendeu a rir com o Brasil, hoje gargalha de nós. Não somos mais a estrela do circo, passamos a frequentar a parte menos nobre do picadeiro político. Bolsonaro, o presidente falso Messias, soterrou nossa imagem e maculou o prestígio do brasileiro. O mundo que antes nos admirava, desejava e sonhava, hoje tem misericórdia de nós.

O DESQUALIFICADO DESFILE bélico pelas largas esplanadas de Brasília foi um triste festival de idiotices e um ajuntamento desnecessário de idiotas. O Brasil – mesmo sob atropelado descomando de Bolsonaro – merecia melhor sorte ou destino. Das Forças Armadas sempre se espera um melhor rendimento e um mínimo respeito constitucional. Nem uma coisa, nem outra. O passeio de carros blindados, camburões sucateados e frágeis viaturas de transporte extrapolou o ridículo. Duas vezes. Primeiro porque demonstrou pequenez e, na sequência, atestou incapacidade de atuação.

SE A INTENÇÃO ERA INTIMIDAR o Congresso Nacional, foi perda de tempo. Não posso acreditar que deputados e senadores sentiram-se incomodados com a marcha quase ginasiana. Bolsonaro transformou uma instituição de Estado em objeto de enredo governamental e/ou partidário. O comando das Forças Armadas permitiu-se a isso. Altas estrelas de exércitos, marinhas ou aeronáuticas de outros países – do Paraguai aos Estados Unidos – devem estar com câimbra nas bochechas de tanto gargalhar. Cômico.

O PLANALTO QUER O RETORNO do voto impresso. O Congresso parece resistir – até mesmo entre os habituais cooptados pelo Poder. É isso que está em jogo. Para não perder tempo, Bolsonaro colocou literalmente as tropas nas ruas. Deu ruim, para todos. A repercussão no exterior foi a pior possível. Líderes mundiais criticaram duramente, a mídia internacional desaprovou e o juízo que ainda resta à Direita tradicional condenou mais uma vez. Com exceção dos “pimpolhos” 01, 02, 03 e 04, parece que ninguém mais aplaudiu o desfile carnavalesco em pleno agosto. Critiquem sem moderação, please.

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José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor