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Passando o pano

DUARTE NOGUEIRA TEM O mérito de não ser apenas prefeito de Ribeirão Preto. É, também, principal editor de jornais, emissoras de rádios e TVs da cidade. Ninguém ousa contrariar suas palavras e o que escrevem seus assessores “chapas-brancas” torna-se determinação obrigatória nos principais noticiários políticos. Essa mídia sempre bem-comportada tem como única obrigatoriedade seguir as vontades de seus respectivos departamentos comerciais. Não custa uma rápida verificada no alto investimento que o atual Governo tucano tem feito nos últimos anos. Isso não faz notícia, mas tem o raro poder de modifica-las ou amoldá-las ao prazer dos inquilinos do Palácio Rio Branco.

ESTA NADA HUMILDE COLUNA não sofre o péssimo hábito da falsa modéstia e nem incorre no erro proposital de fingir que nada acontece. Se você chegou até essas linhas, deve estar pensando: “Um exemplo agora cairia bem”. Pois bem, não percamos tempo e nem ocasião. A demissão mais do que esperada da ex-superintendente da CODERP, advogada Marine Vasconcelos tem muito a ver com isso. Não fosse esse portal de notícias – sem compromissos políticos ou comerciais com Duarte Nogueira e seus iguais – e leitor/eleitor de Ribeirão Preto acreditaria na inocente versão de nossas mídias. Não mentiram. Apenas – e mais uma vez – disfarçaram a verdade dos fatos.

A DEMISSÃO DE MARINE NÃO foi uma mera troca de ocasião. Ela caiu do pomposo cargo por usufruir de vantagens indevidas. Uma delas foi ocupar cargo público de confiança e, ao mesmo tempo em que desfrutava de informações privilegiadas, atuava como titular de seu escritório particular de advocacia. Outro agravante não é menos vergonhoso: contratou por alto salário sua própria sócia de Direito para prestar duvidosa assessoria à mesma CODERP. Agora pense comigo: onde e quando você, caro leitor/eleitor, leu, ouviu ou assistiu esse noticiário? Certamente não foi em nenhuma AM ou FM; muito menos nas emissoras de sinal aberto. Com justo orgulho posso afirmar: só mesmo aqui, na Grupo Thathi de Comunicação – de onde, aliás, partiu a denúncia inicial.

ESSA HISTORIETA NADA ME acrescenta, a não ser o orgulho e certeza em saber que escrevemos com liberdade de expressão. A verdade torna-se nossa marca registrada. Mas serve, também, mostrar que omissão e covardia podem servir de sinônimos para grande parte da imprensa que se submete, distorce ou corrompe meias verdades. Se me permitem um conselho de um nada modesto jornalista, continuem antenados em nosso noticiário. Aqui, Ribeirão Preto e o Brasil não estão acima de tudo ou de todos. A verdade, sim. Essa é nossa primeira e principal companheira de trabalho.

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José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor