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Uma quase família de bons amigos

NADA COMO UMA COLUNA ATRÁS da outra e algumas informações no meio. O diretor de Trânsito da TRANSERP – Anísio Elias da Silva – é velho conhecido do prefeito Duarte Nogueira. Um cumpridor de regras improváveis e de ordens absurdas. Trabalhou com o então deputado na ALESP, depois ocupou cargos de destaque na Secretaria de Obras em terras tupiniquins – durante governo do também tucano Welson Gasparini. Teve como companhia Antônio Carlos Júnior, vulgarmente chamado de Juninho e, não por acaso, hoje titular da TRANSERP, e Nilson Baroni, ex-secretário da Infraestrutura e hoje pendurado na quase sepultada COHAB. Ele é aposentado da CPFL.

TÁ BOM! MAS QUE IMPORTÂNCIA tem isso no universo tupiniquim, estaria me perguntando você que lê essas bem traçadas? E eu lhe responderia com toda sinceridade do mundo: nenhuma. Trata-se de mais a ocupar as centenas e centenas de cargos comissionados. Quem, verdadeiramente, vai se importar com isso? Ninguém. O fato do senhor subordinado ao nogueirismo utilizar o cargo público para decidir-se contra o passageiro do coletivo urbano e sempre a favor do bolso do empresário não representou nenhuma importância no meio político.

O PREFEITO FEZ-SE DE SURDO E MUDO. O assunto – afora a isolada manifestação do vereador Alessandro Maraca, MDB – ficou distante do radar legislativo. Nossos demais agentes políticos, algo, assim, como deputados, parlamentares e afins, deram de ombros. Ou seja, os ônibus vão continuar circulando com passageiros acima do limite e sem qualquer fiscalização, e as empresas nem precisam se preocupar com álcool em gel. Anísio confessou isso em documento oficial, isentando empresários de “novas despesas eventuais”. Duarte Nogueira, o prefeito empregador, aplaudiu silenciosamente.

EM OUTRO CANTO QUALQUER DA CIDADE, trinta garis vão diretamente para a rua. Segundo o sindicato que os representa, foram demitidos pela Estre por intervenção direta do governo tucano. Uma economia, pelos cálculos fazendários, de R$ 160 mil. Sem choro, sem vela, sem perdão. Gente simples, com sonhos ainda mais simples e que pleiteavam apenas continuar limpando literalmente nossa sujeira em troca de alguns míseros reais. Nem a empresa e muito menos a Prefeitura tocaram no assunto. Em plena pandemia, optaram pelo silêncio simples e obsequioso.

SILENTES, TAMBÉM, ESTÃO OS APROVEITADORES de sempre. Nossos nobres vereadores da bancada oficial posam aglomerados em inaugurações sequenciais do prefeito Duarte Nogueira. Sem medo, sem precaução ou qualquer tipo de cuidado. São os mesmos – Maurício Gasparini, que alega ter hipertensão; Maurício Vila Abranches, por outras comorbidades; e Eliseu Rocha, pela idade – que se recusam a comparecer em sessões presenciais. Alegam pertencer ao grupo de risco. Mas se exibem nos palanques aglomerados de Sua Excelência, o recandidato.

NÃO É CARA DE PAU, É DESCARAMENTO MESMO. Como são devotos a Deus e a todos os santos, curam-se imediatamente para festejos e gracejos em praças e ruas; mas voltam a sentir velhos sintomas na hora de trabalhar verdadeiramente. Política se faz com atitudes, políticos se constroem com exemplos. Cartas de justificativas serão bem aceitas. Mas, por favor, não exagerem nas mentiras. Estou com pouca paciência para isso.

José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor