TONHO DAS LETRAS

José Fernando Chiavenato

DUARTE NOGUEIRATROCA a Prefeitura pela literatura. A edição do livro “Administração Pública – Desafios e Soluções “, retratando experiências e feitos de seus primeiros quatro anos de mandato já está pronta, editada e imprensa. Será lançada nacionalmente a partir de Ribeirão Preto. O prefeito será seu principal anfitrião, a partir das 19 horas do dia 11 de abril, no elegante espaço da Livraria Travessa, Ribeirão Shopping. Será, segundo o autor, um retrato fiel de um governo que herdou uma terra arrasada e conseguiu transformá-la em solo de prosperidade. Euforias à parte, Duarte Nogueira deve ter público garantido. Há histórias muitas a serem contadas. Algumas que poderão surpreender leitor, eleitor e simpatizantes. O livro não contém contraindicações, pode ser consumido também por rivais, adversários e até mesmo inimigos.

HÁ CONFISSÕES INESPERADAS. Duarte Nogueira gosta de explicá-las. Espalma a mão direita e usa os dedos para relembrar filosofia de seu saudoso pai – ele próprio prefeito por duas vezes na mesma Ribeirão Preto. “Seja para governar uma padaria, uma loja, uma indústria, confeitaria ou Prefeitura, qualquer administrador necessita, no máximo, de cinco pessoas de confiança”. Pausa. Ele complementa: “No meu Governo, eu tenho essas cinco pessoas de confiança”. Prudente com o que diz, não profere nomes, cargos ou postos. Aprendeu que o silêncio quando bem executado faz parte de uma boa conversa. Nosso papo, aliás, esteve distante de ser uma entrevista.

O LIVRO DE NOGUEIRA TERÁ continuidade. Ele não se descuida de arquivar fatos, datas e opções atuais deste novo período de mais quatro anos de mandato. É cuidadoso e observador. Anota quase tudo e faz rabiscos e gráficos que, muito provavelmente, só ele mesmo conseguirá decifrar. Vem aí a edição número dois. A primeira – e atual – terá o prefácio significativo de Dimas Ramalho, ninguém menos que o presidente do Tribunal de Contas paulista. O atual e filho de ex-prefeito parece ressentir-se de bons ouvintes. Gosta de exibir conhecimentos e destacar números. Talvez não os tenha de forma proporcional dentro do próprio Governo. Nem mesmo entre os supostos cinco privilegiados confiáveis. O dia-a-dia de qualquer vida pública assassina sensibilidades e expõe brutalidades humanas.

POR FIM, UMA BOA NOVIDADE. Duarte Nogueira não quer apequenar a própria biografia política. Depois de governar orçamentos milionários e administrar problemas sociais de largo alcance, percebe que retornar à vida pública como ‘apenas mais um’, em Brasília, seria diminuir o próprio currículo. Ao contrário de seus antecessores, consegue enxergar mais longe. Vai em busca de um cargo majoritário. Quem sabe fazer contas, pode imaginar o caminho que terá pela frente.

(Jornalista e escritor das antigas, que tenta enxergar o Brasil sem miopia política ou catarata social. É um teimoso profissional, alguém que ainda acredita que dias melhores virão; mas sabe que o pior sempre vence a corrida da tragédia. “O ser humano precisa ser reinventado, essa geração não deu certo”, confissão que o autor jura ter ouvido de Deus)

Nenhuma postagem para exibir