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Risca faca

DUARTE NOGUEIRA SE IMPÕE A UM estranho isolamento político. Para justificar o ego exacerbado, o senhor prefeito faz-se ídolo dele mesmo e principal fã de tudo que faz e fala. Não é para menos e nem para poucos. Primeiro: tem um time político que nada ou quase isso entende de política; segundo, iria transformar qualquer diálogo em um repetitivo monólogo. Prefere – de forma inteligente – economizar tempo e caminho. Ele se basta. E isso lhe basta.

O QUE NÃO IMPEDE QUE ALGUNS de seus principais assessores continuem a fazer barbeiragens, insistindo em caminhos tortuosos que partem do nada e chegam a lugar nenhum. Vejam o caso da semi-falimentar TRANSERP, uma empresa de economia mista que não consegue administrar nem o trânsito e muito menos o transporte coletivo. Seriam suas principais finalidades. Restou-lhe ser uma indústria de multas, contestada pela Justiça.

NESTA IMPROVÁVEL RETOMADA PELA economia, coube a TRANSERP fiscalizar o transporte coletivo, impedindo lotação de ônibus urbanos e verificando equipamentos obrigatórios de higiene pessoal de motoristas e passageiros. Pois, bem. Mais uma vez, como sempre, a empresa assina um atestado de incompetência e incapacidade. Permite que os trambolhões partam de seus pontos originais com excesso de passageiros e sem nenhum material de limpeza ou assepsia. A confissão é explícita.

O DIRETOR DE TRANSPORTE – Anísio Elias da Silva – é claro o suficiente para ilustrar a omissão covarde e destemperada: “…não conseguimos viabilizar o fornecimento de álcool gel para usuários do transporte coletivo urbano por causar impacto econômico no contrato de concessão…” Não para por aí. No mesmo texto, a TRANSERP se mostra inconformada por “…gerar custos ELEVADOS às empresas permissionárias do tal Consórcio”, justificando que o consumo seria de 350 litros diários.

OU SEJA, O GOVERNO DEIXA DE CUIDAR da Saúde Pública e do bem-estar da população para proteger o bolso dos empresários. Ou seja, capítulo dois, é a total inversão de valores. A empresa pública – que deveria zelar pelos interesses dos usuários, fiscalizando e autuando irregularidades – usa e abusa do descaramento oficial. Tudo sob os olhares generosos e cada vez mais silenciosos do próprio prefeito Duarte Nogueira, PSDB. A beneplacência do Legislativo também conta.

QUE TAL UMA FISCALIZAÇÃO DOS senhores vereadores em pontos chaves? Que tal convocar a Polícia ou Guarda Municipal durante um trajeto qualquer para observar excesso de passageiros? E que tal outros ‘que tais’ que nem mesmo precisam ser ditos?

José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor