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Que rei sou eu?

RICARDO AGUIAR NÃO É MAIS secretário dos Esportes. O anúncio foi feito com mais de três anos e meio de atraso pelo próprio prefeito Duarte Nogueira. Melhor seria dizer que Ricardo Aguiar – um excelente esportista e competente técnico da seleção brasileira de judô – nunca ocupou verdadeiramente o cargo. Foi meramente um espectro dentro do Governo tupiniquim, sem presença marcante e sem fincar qualquer tipo de trabalho inovador. Não vai fazer falta.

MAS PORQUE O SECRETÁRIO foi exonerado? Pelas faltas constantes, pelo exagero de licenças acumuladas, pela ausência de projetos ou para, verdadeiramente, alavancar o setor com novas ideias e projetos? Bobagem. Nem uma coisa e menos ainda as outras. Ricardo Aguiar tem boa receptividade nos meios esportivos, e boa aceitação junto ao eleitorado jovem. Perdeu o timing de saída em 4 de abril passado, quando poderia deixar o cargo e ser um forte pré-candidato ao Legislativo tupiniquim. Contrariou a expectativa política.

MAS SAI AGORA, A TEMPO DE SER lançado – se preciso for – como vice candidato do próprio prefeito Duarte Nogueira, em duvidosa chapa pura do PSDB. Seria um desprestígio aos demais partidos que já se juntaram ao dono do Poder e que, por justiça ou mérito, se empenham na mesma disputa. Duarte Nogueira, de bobo não tem nem o branco dos olhos. Ele acena com duas hipóteses aos possíveis e supostos aliados. A primeira: não insistam, eu já tenho um nome forte. A segunda: se as eleições forem prorrogadas (por conta do Coronavírus) Ricardo ainda pode ser lançado como candidato a vereador.

DUARTE NOGUEIRA AINDA NÃO SABE, mas vai ser informado brevemente, que parceria existem para ser respeitadas. E que toda negociação tem, no mínimo, dois lados. E que cada parcela exige, minimamente, respeito e acolhimento.

DO NADA A LUGAR NENHUM
DUARTE NOGUEIRA E JOÃO DÓRIA deveriam se comunicar por tecla SAP. Mal se entendem e quem os observa de longe mal distingue a linguagem que estão usando. É uma Babel política e quase sem sentido. O prefeito – até pelo tempo de exercício político – é mais atrevido e reúne um vocabulário mais apropriado, embora nem sempre compreensível. O governador – homem da publicidade – enfeita mais o assunto e vende menos a mensagem. De qualquer forma, se somados, ambos ainda engatinham politicamente no século 21.

ISSO, OBVIAMENTE, SE COMPARADOS a grandes lideranças da política universal. No aspecto doméstico, são vitoriosos – mesmo com discursos e posicionamentos anacrônicos. Mas os dois pecam pelo formato. E daí? O que tenho a haver com isso? Nada, obviamente, a não ser o fato de ter os dois como mandantes principais de minha rua e minha cidade. Nunca é demais lembrar que são tucanos do mesmo ninho, e deveriam, por lógica e consequência, adotar um mesmo e único idioma. Não é o caso.

CONVULSIONARAM DE TAL FORMA a liberação do isolamento social que tornou a vida de cada cidadão um tropeço social. O abre-não-abre e o fecha-não-fecha de cada segmento comercial tornou-se incerto e suscitou mais dúvidas do que certezas. Nesta segunda-feira, só por coincidência, inicia-se um novo mês e ingressamos no quarto período da COVID 19. Duarte e Dória ainda não se entenderam. Falam através da mídia. Um com nítida vontade de reabrir o impossível; outro, com desejo de restringir o possível. Ambos agindo com interesses políticos.

José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor