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Preguiças ou incongruências?

RIBEIRÃO PRETO PADECE DE POLÍTICAS PÚBLICAS. As poucas que temos não funcionam ou são simplesmente inconstantes e insuficientes. A história, infelizmente, não é nova e nem recente. Governos estão habituados com essa inércia administrativa e política. Os cargos estão provando serem maiores que seus ocupantes. Há um agravante em tudo isso. Nossos vereadores – excetuando-se as exceções de quase sempre – são medíocres e submissos. Feito vaquinhas de presépio, a imprensa também não foge à regra.

O RESULTADO NÃO PODERIA SER OUTRO. Temos um Governo que não funciona, uma Câmara que não fiscaliza e um jornalismo que dá clara demonstração de que não se importa com nada. Daí a pequenez em que estamos mergulhados. Esse círculo vicioso nem sequer necessita de cérebros. Basta ter votos e um discurso prometedor. O restante vem das urnas. Há votos generosos para contemplar esse tipo de gente. Faz parte.

RESPONDA RÁPIDO: HÁ QUANTO TEMPO não conhecemos ou convivemos com uma nova e convincente liderança política em Ribeirão Preto? Desde a eleição primeira de Welson Gasparini – através de seu sucesso radiofônico – instalou-se a hierarquia em terras tupiniquins. O pai elegeu-se quatro vezes prefeito, outras tantas como deputado e hoje fez um filho vereador. Duarte Nogueira Júnior embarcou na mesma canoa, abocanhando os votos do pai – duas vezes prefeito.

A DIREITA AINDA CRIOU RAFAEL SILVA – que, por sua vez, impôs o filho Ricardo como herdeiro natural. Já foi vereador e concorreu a prefeito e deputado. Wagner Rossi navegou nas águas oportunistas do MDB, depois PMDB e agora novamente MDB. Quando descobriu o mapa encontrou a mina. Lançou o filho Baleia e o fez um dos mais votados em terras tupiniquins e no espaço paulista. Hoje, com autonomia de voo, transformou-se em cacique nacional e comando um patrimônio partidário de R$ 90 milhões.

SEM FILIAÇÃO DE RENOME, ALGUNS POUCOS deslumbrados ainda tentam frequentar esse seleto clube familiar. Lógico, poucos se sobressaem. Às vezes por breve tempo, quase sempre por tempo nenhum. João Gilberto Sampaio, Antônio Palocci e Dárcy Vera são exceções. Tornaram-se prefeitos sem apadrinhamento familiar. Palocci foi ser ministro em Brasília; Dárcy tomou rumos perigosos e João Gilberto é hoje uma lembrança de bons tempos. Já não lideram.

LÓGICO, NESTE QUADRO DE DECADÊNCIA, não se inclui o que ainda resta da esquerda caipira. Parte dela submete-se a políticas extremistas e outra ainda acredita que Lula da Silva seja a solução para todos os muitos problemas desse país. Alguns nomes haverão de surgir e outros certamente serão devidamente sepultados. Daí, se nada de super/hiper extraordinário aparecer, seremos obrigados a nos decidir entre o roto e o mal lavado. Não se pode exibir surpresas onde não existe novidades

José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor