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Prata é prata, ouro é ouro

NÃO SE APRESSE EM JULGAR NÚMEROS que você mal conhece. Há leitores e leitores. Essa é a diferença entre o bom conhecimento e a simples especulação. Como sempre, vejo pelas redes sociais uma infinidade de ‘cientistas políticos’ definindo as eleições vizinhas a partir de números, percentuais e estatísticas de uma única pesquisa divulgada. O Fla-Flu eleitoreiro está de volta. E os costumeiros apostadores também. Duarte Nogueira saltou na frente, conforme era previamente esperado. Fernando Chiarelli vem na cola, de acordo com o combinado.

SÃO, POR ENQUANTO, PROTAGONISTAS de um espetáculo mambembe, infértil do ponto de vista intelectual e paupérrimo sob a ótica da ciência política. Os demais, que me perdoem o chulo e rasteiro, são coadjuvantes quase inexpressíveis. Isso representa que a sucessão tupiniquim está decidida? Longe disso, talvez muito ao contrário. Mas daí a imaginar que a gangorra dos votos e votantes possa produzir transformações convincentes já é abusar da livre criatividade. Teremos 40 capítulos a partir de hoje, pouco para grandes metamorfoses.

JUNTOS E SOMADOS, OS TRÊS AMARELÕES que fugiram à luta teriam hoje muito mais votos que os outros nove sobreviventes que ainda permanecem nesta árdua tabuada de multiplicar votos. João Gandini, MDB, Ricardo Silva, PSB, e Lincoln Fernandes, PDT, estariam no andar de cima de qualquer prateleira de supermercado, disputando cabeça a cabeça com os principais líderes. Foram se auto descartando no dia-a-dia dos bastidores ainda não totalmente claros e nem explicados. Deixaram órfãos pelos caminhos e uma legião de votos abandonados.

O ATUAL PREFEITO, COMO PREVIU ESTA nada humilde coluna, dificilmente baixará seu patamar dos atuais 26%. Pelo contrário, terá obras para inaugurar e pode escolher o melhor momento para foguetear – duas manobras que sempre agradam e sensibilizam o eleitor indeciso. Deve acrescentar pontos preciosos ao seu patrimônio político/eleitoreiro. Chiarelli corre atrás dos votos abandonados, e tornou-se mestre em criticar tucanos e afins. Pela primeira vez, talvez, fará uma campanha mais racional e menos emocional.

O QUE NÃO LHE GARANTE TRANQUILIDADE para manter-se no segundo posto. A Direita do coronel Usai e a falsa esquerda de Suely Vilella – se souberem adequar discursos oportunistas – podem assombrá-lo. O Centrão/Direita de Cris Bezerra será uma espécie de azarão; pode chegar, mas pode tropeçar no meio do caminho. O PT fará uma triste jornada de recuperação. Tentará provar que ainda tem bons quadros; superando os recentes e desastrosos resultados e combinações. PSOL e PCdoB apenas servem para cumprir tabela. O resto, nem mesmo isso.

SEXTA-FEIRA TEREMOS O CAPÍTULO de estreia, a propaganda política, enfim, chega ao rádio e televisão. É a esperança de mutação que tantos esperam. Outros 34 episódios se seguirão com a mesma expectativa. O que está em jogo é um orçamento próximo a R$ 25 bilhões para os próximos quatro anos. E o comando político de uma região metropolitana que pode alinhar o futuro de mais de três milhões de habitantes. A política mereceria uma melhor atenção.

José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor