Números que denunciam

Adilson Barroso e Jair Bolsonaro - Foto: Divulgação

Ok! Vamos direto aos números. O Instituto Paraná de pesquisas foi buscar nas ruas de São Paulo junto ao cidadão comum o conceito de avaliação de administração do presidente Bolsonaro.30.9% apostaram em uma ótima gestão. Que Deus os perdoe. Ou não. 20,2% o acham regular; enquanto 47,8% preferem tê-lo como ruim ou péssimo. De regular para baixo, é bom lembrar que os números chegam a 68%. Números altos, considerando que estamos falando do mais conservador Estado do país. Não se esqueçam, São Paulo já elegeu Tiririca, Dória e José Serra.

Os números são mais reveladores e buscam alimentar a expectativa das estripulias do senhor presidente. Ele é aprovado por 40,1% dos paulistas, e desprezado por 54,7%. Idiotas ou indigentes morais somam 5,2% de indecisos. Os números de João Dória são bem diferentes. A população paulista e paulistana o aprova com 2,7% como ótima e 16,4% como boa, uma baixa média de 19,1%. É regular para 32,3% e outros 47,3% consideram o governador como ruim ou péssimo. O governo tem aprovação de 34,4% e a condenação de 59,9%. Nada injusto.

Adilson Barroso é tudo aquilo que se espera de um político profissional. Ignora escrúpulos e medidas éticas. Recebeu com pompas e festas o deputado Eduardo Bolsonaro em seu Patriotas, onde ele é presidente, dono e feitor absoluto. Muito em breve irá abrir os braços para a chegada do pai presidente Jair Bolsonaro. Não é por acaso e nem sem interesse. Barrinha é a nova capital do oportunismo.

É larga e espaçosa a história política de Adilson Barroso. As prestações de contas do Patriotas são, minimamente, escandalosas e insuportáveis. Em três anos, gastou dinheiro público ao próprio bolso e/ou a seus familiares mais chegados. “Elegeu-se” merecedor de um salário de R$25 mil mensais; além de distribuir R$112 mil à atual mulher (Cássia Freire) e outros R$92 ao irmão (Aguinaldo Barroso de Oliveira). R$56 mil à cunhada (Andressa Nabarro) e à ex-mulher (Rute Ferreira de Souza Oliveira) outros R$50 mil. Não, nada para por aí.

A filha, vice-prefeita de barrinha, sorriu e nem reclamou de salários de R$47 mil; mesmo valor pago ao sobrinho (Wiliam Oliveira de Amaral) R$48 mil. Outros familiares figuravam na mesma lista, uma grande e bem venturosa família. Mas não se acaba por aí. 

Adilson Barroso também se preocupa com o vai-e-vem dos familiares políticos. Ele comprou cinco carros com dinheiro público em 2019, um deles um elegante e pomposo Mitsubishi Pajero Sport, superequipado, pelo ínfimo valor de R$260 mil. Somando os demais, algo próximo a R$700 mil. Ironia: Adilson Barroso, favorecido pelos votos estrondosos de algum folclórico, tornou-se um dia deputado e era contra a utilização de dinheiro público para remunerar ou favorecer dirigentes partidários. 

Barrinha, só para descontrair, é uma cidade pobre, habitada por bóias-frias e agoniza no combate a Covid-19. Sem comentários.

Nenhuma postagem para exibir