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Nem Ruth, nem Raquel; é a Tonha da Lua

A EX-ATRIZ REGINA DUARTE não sofre apenas de idiotice crônica; padece também de deficiência de caráter. Subjugada pelo governo que ela pensa representar, submete-se agora aos caprichos ilógicos e hipócritas de seu guru político. Nada imerecido. Ela tem gosto e talento mais que suficientes para ser desrespeitada. Afrontada pelo próprio guru, em pronunciamento público pela TV, ainda assim aceita obtemperar-se ao papel de apalermada oficial. Cumpre à risca o que o personagem lhe exige.

REGINA TEM NAS MÃOS O DESTINO da Cultura desse país. Caberia a ela definir a política governamental em favor de uma das mais importantes áreas de atuação artística. Finge que está interessada, embora confesse na intimidade conhecer a verdadeira intenção contrária do bolsonarismo. Ela mesmo sabe que não é bem-vinda ao ambiente, que o presidente guru Jair Bolsonaro já tem um nome substituto, assoprado-lhe aos ouvidos pelo ilustre ‘bispo’ Edir Macedo. Aquele da Universal de Deus. Só por isso, se tivesse pudor nas faces, bateria em retirada.

PREFERE CONFERIR DE PERTO O cardápio do Palácio do Planalto, dividindo a mesa com antigos detratores e sorrindo para a poses oficiais. É cínica, como convém a qualquer proxeneta de ocasião. Regina foi um dia a namoradinha do Brasil. Triste sina. Transformou-se em viúva Porcina e finaliza sua baixa biografia como a amante da truculência. A mais recente entrevista dela à CNN é o melhor espelho que temos de sua pálida trajetória no universo cultural.

ACIMA DE TUDO, É UMA DESPREPARADA. Confessou que tortura não lhe assusta, pois as “pessoas morrem desde Stalin e Hitler”, e que no Brasil isso é fato corrente que “sempre aconteceu”. Preferiu ignorar a pergunta do repórter sobre o guru presidente, e afirmou que “não quero ficar olhando para trás, se ele fez isso ou aquilo. Posso dar uma trombada e cair no precipício”. Aliás, não é despreparo, é canalhice mesmo.

EM QUE MUNDO VIVE ESSA MULHER que não observou os governos de José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer? Até onde se sabe, nenhum deles foi acusado de patrocinar ou encobrir ator indecorosos de tortura ou coisa semelhante. E nem mesmo de interferir na política da Polícia Federal. Já com o com presidente guru…

SOBRE O SILÊNCIO HISTÓRICO DIANTE das mortes recentes de grandes personagens da cultura brasileira – o escritor Rubem Fonseca, o cantor Moraes Moreira, o ator Flávio Migliaccio e o compositor Aldir Blanc – a ainda Secretária foi enfática: “Não sou obituária. Alguns deles, como Aldir Blanc, nem sequer eu conhecia”. Precisa mais?

José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor