AO VIVO

THATHI FM – 91,3

RIBEIRÃO PRETO – SP

Home Blog Parabólica Diga-me com quem andas...

Diga-me com quem andas…

A MAIS SINTOMÁTICA E EXPRESSIVA DEFINIÇÃO do atual momento que aflige o clã dos Bolsonaros é de autoria do vice-presidente General Mourão – e isso, por si só, já é um grande perigo. Ele diz com todas as letras e assumindo o risco das consequências, que “as palavras do porteiro podem não derrubar o Governo, mas balança o Poder do presidente”. Ruim para o Brasil, péssimo para a Democracia. Ninguém ganha, todos perdem.

BOLSONARO, O PAI-PRESIDENTE, PRATICA NO exterior seu esporte preferido: ofender a Rede Globo, em especial a TV. Faz ameaças, sugere cassar a concessão pública, xinga jornalistas e diz que está sendo “vítima de infâmias disparadas por patifes e canalhas”. A Direita vibra e engrossa as ofensas. A Igreja tradicional entra no circuito e condena personagens novelescos e sataniza atrizes e atores. Estamos bem perto do apocalipse.

PAIXÕES CLUBÍSTICAS À PARTE, VAMOS COMBINAR: o Brasil tem tudo para não dar certo. Talvez estejamos insistindo demais. Há uma política de ódio indisfarçável no ar. Ora, quando um general de muitas estrelas, articulador por natureza, estratégico por formação, e no segundo maior posto em comando no País, admite com palavras gestuais que o governo corre risco, o que podemos esperar? É simplesmente o início de uma crise sem precedentes, uma fogueira de São João alimentada com rastilho de pólvora.

DESMERECER O JORNALISMO DA GLOBO NÃO É e nunca foi o melhor caminho para se buscar a paz ou fortalecer a Democracia. Pelo contrário, é um passo no escuro. A discussão não pode ser tão simplista, a ponto de não observar detalhes ou resultados. Impor ao insosso e protervo governador carioca o vazamento da notícia – como se ali residisse maior dos pecados – é descabido e desorientado. Perda de tempo.

O FATO É QUE UM FUTURO ASSASSINO DA VEREADORA carioca Marielle Franco, PSOL, entrou no condomínio dos Bolsonaros pela porta da frente e sob a autorização de alguém de dentro da casa do então deputado Jair. Dali saíram dois futuros suspeitos do mesmo crime. Isso é que foi relatado pelo porteiro da propriedade. Não se discute – e a Globo foi suficientemente clara – a presença ou não do pai-presidente no condomínio. A reportagem deixa estabelecido que ele estava em Brasília, em plena sessão plenária. Há provas factuais.

O QUE NINGUÉM EXPLICA – MUITO MENOS OS Bolsonaros – é o transito livre que milicianos e afins tinham no mesmo condomínio. Como entrar e sair do local sem ser notado ou sem autorização? Quem autorizou? Porque o miliciano/assassino optou por essa condição? Por qual motivo não expôs de fato que o destino seria outro? Porque esconder que a ‘visita’ seria na casa ao lado? Álibi? Outras indagações deveriam ser melhor observadas. Em nome da República e da Democracia.

Deixe uma Resposta

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor