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De Fantoches, Bananas e Bonecos

SAÚDE PÚBLICA NÃO É PREOCUPAÇÃO para o Governo Bolsonaro. Nunca foi. Da mesma forma, que Assistência Social jamais mereceu qualquer atenção do Governo Duarte Nogueira. Separados por algumas centenas de quilômetros, os dois governantes demonstram total desinteresse para com as referidas pastas. Jair Bolsonaro tornou-se piada universal, sendo citado na mídia internacional como o pior chefe de Estado no combate ao COVID 19. Não é para menos. Faz piada sobre o assunto, contraria determinações da OMS e ironiza mortos e seus familiares.


DUARTE NOGUEIRA NÃO CHEGA A TANTO. Utiliza palavras suaves para endurecer o jogo, faz discurso elegante para prometer o que nunca cumpre. Sob seu comando, Ribeirão Preto avançou nos números de novas comunidades e ampliou a população de moradores de rua. Os algarismos são conflitantes, mas nem mesmo a Secretaria da Assistência Social sabe nos dizer quanto somos e onde estamos vivendo. O atual secretário fala em mil desabrigados; o anterior – o também vice-prefeito e Promotor Público Carlos Cesar Barbosa – anuncia pesquisa com mais de seis mil infelizes moradores de rua.


GUIDO DESINDE, O ATUAL, É UMA MÁQUINA de ecoar inutilidades. Ontem, mais uma vez ele foi às câmeras de TV para repetir um ritual de promessas e (re) anunciar medidas que nunca são adotadas. Quando combatido, ficou sem ter ou saber o que dizer. O verdadeiro trabalho da assistência social, quando colocada em prática, é de elevar as aspirações da comunidade e suas populações. Guido não foi avisado. Prefere redizer o velho script de um antigo modelo de Governo. Prometer dias melhores, sem o real sentido do ‘fazejamento’. Para que? Pobre é mesmo para ouvir, não para ser atendido.


PARA QUE SERVE UM MINISTRO? No mínimo para ser um especialista em sua área de atuação e, sem dúvida, dar o parecer final sobre assuntos pertinentes. O novo titular da Saúde não é uma coisa e nem faz outra. Em português acaipirado, é um grande banana. Entrou no Governo pelas portas dos fundos, permitiu que seus principais assessores fossem todos nomeados pelo presidente Jair Bolsonaro. É informado por jornalistas das decisões do Palácio. Subjugado, humilhado e inerte, já está sendo acusado de comunista pelos próprios bolsonaristas que exigem sua demissão.


APESAR DA CARA DE ABOBALHADO, no entanto, não teve coragem – ainda – para seguir as ordens estapafúrdias do chefe presidente e anunciar a tal hidroxicloroquina como a salvação da humanidade diante do novo vírus Corona. Nem precisava. Seu antecessor Luiz Henrique Mandetta (certamente melhor e mais preparado para cargo público) já havia feito isso com maior categoria. Ele foi uma rara surpresa positiva neste governo de anões políticos. Há um nanismo intelectual em torno do chefe.

UM SECRETÁRIO, COM PROPORÇÕES resguardadas, também deveria ter vida própria e não ser um ventríloquo circense a ressoar um discurso que apenas encanta a plateia que o cerca. Dos anunciados mil moradores de rua, ele confessa abertamente ter condições de abrigar tão somente 60 pessoas, admitindo que outros 940 continuarão na miséria absoluta, expostos cruelmente ao sol, chuva e o inverno que se aproxima. É o máximo que consegue fazer. É muito menos do mínimo que precisamos.

José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor