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Antes só…

O PDT FEZ AS CONTAS E TIROU a prova dos nove. Utilizou argumentos menos aritméticos e/ou passionais e apelou para a sensatez das urnas. Resultado: o partido está disposto a não ser um mero apêndice nas próximas eleições e marchar com as próprias pernas. Ou seja, ao invés de contribuir como um figurante a vice de qualquer outra coligação, pode, sim, ser protagonista na disputa à sucessão tupiniquim. As contas e formalidades são bastante simples: o pedetismo caboclo reúne pelo cinco ou seis nomes de boa expressão eleitoreira.

DURANTE REUNIÃO DOMÉSTICA – e supervisionada por ícones nacionais – o presidente local Lincoln Fernandes, também vereador e presidente do Legislativo, foi alertado e igualmente alertou: yes, nós temos candidatos. A descoberta não é nenhuma novidade e obedece a regras naturais do partidarismo político. Antes de somatizar algumas das principais lideranças domésticas, o PDT avaliou o atual quadro de possíveis e supostos concorrentes ao mais alto cargo eletivo regional. Nada acima dos bons valores internos.

OS COMANDADOS DE CIRO GOMES espicharam a conversa e garimparam o que conceituam como verdadeiras joias caipiras. Por exemplo, porque não capitalizar a liderança do vereador Luciano Mega, ainda cumpridor de seu primeiro e único mandato, assim como ele mesmo tinha prometido? Jurou ter sido eleito para apenas um mandato e, estranhamente aos meios em que frequenta, vai cumprir. Outro ex-vereador despertou a atenção: o professor e sociólogo Gilberto Abreu. Experiente e bom frequentador das rodas políticas, reúne capacidade e desenvoltura suficientes para enfrentar o desafio.

TAMBÉM O NOME DO ADVOGADO e atual presidente da OAB (pela vez segunda) Luiz Vicente Ribeiro Correia foi citado formalmente. Além da natural liderança profissional, ele nunca negou interesse pela vida pública. Outros nomes, como os vereadores Lincoln Fernandes e Orlando Pesoti entraram na lista. Quadro mais que suficiente para que o PDT passe a sonhar com candidatura própria, afastando a hipótese de ser unicamente coadjuvante nesse processo.

SE ESSA DECISÃO PERSISTIR E NÃO houver recuo de última hora, há perdedores e vencedores de primeiro momento. Algumas das mais propaladas e quase anunciadas coligações deixarão de preexistir. E outras candidaturas, digamos, assim, ganharão um inesperado e sempre bem-vindo folego nas urnas. O próprio PDT ganha uma musculatura extra que, bem administrada, pode leva-lo a caminhos antes inimagináveis. O tabuleiro começa a ser montado, enfim.

DE QUEM É A CULPA?

DUARTE NOGUEIRA DESVIA-SE do fogo amigo. Mas o calor do bombardeio chamusca a bem passada camisa de linho. Para aliviar críticas e amenizar problemas, repassa o fracasso para a atuação desmiolada de ‘desmascarados’ e ‘passeadores’ em plena pandemia. O prefeito não conhece a expressão e menos ainda o que seja mea-culpa. A cidade que ele governa registra 30 dias de zona vermelha, apesar das promessas de construir um arco íris de progressão.

UMA BOBAGEM EM TONS coloridos. A classe política, Nogueira no centro, em questão, deve encontrar os caminhos perdidos há mais de 100 dias. Não enxergaram o que a ciência viu com lógica e sensatez. Meteram os pés pelas mãos. Política não se faz com culpas ou culpados. Isso tem outro nome: ação e responsabilidade. A busca deveria estar ocorrendo por soluções e não por justificativas apressadas.

José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor