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A raiz quadrada de um número redondo

ESTE GOVERNO TUPINIQUIM DESPREZA números e ignora estatísticas. Resta-nos perguntar aos seus integrantes quem somos, quanto somos e o que será de nós. Ribeirão Preto tem uma companhia de desenvolvimento econômico/político/social de nome pomposo: CODERP. Mas, ainda e sempre cada vez mais exercendo nosso sagrado direito de perguntador, de que nos adianta um prédio suntuoso e todo revestido de placas e salas elegantes, se não faz pesquisas, não detém números e, o que é muito pior, vive às custas de “dona viúva? ” O Governo escancara cada vez os cofres para alimentá-la. A empresa, se ainda não perceberam, é cada vez mais faminta e Insaciável.

QUALQUER CALOURO DO JARDIM DA infância tem na ponta da língua a receita para governar com presteza e eficiência: basta obedecer aos números. Ou seja, quem tem números, governa o mundo. E para obtê-los uma questão de lógica: é preciso pesquisas. A CODERP – visivelmente – demonstra largo desprezo para assuntos econômicos e nem sequer toma conhecimento do que possa representar a palavra desenvolvimento inserida em seu nome batismal. É apenas uma questão de coexistência: a empresa foi criada (como tantas outras) pelo pai prefeito do atual filho prefeito. Nasceu com vocação.

AO LONGO DE SUA EXISTÊNCIA foi perdendo força e personalidade. Hoje é tão somente uma gráfica que presta serviços domésticos e um arremedo de superados equipamentos de tecnologia. Não consegue nem mesmo vencer licitações encomendadas. Está defasada, no tempo e na história. Duro castigo para um organismo que, se bem alimentado e melhor administrado, conseguiria até mesmo alterar nossa própria história. Serviu como base de decolagem para a Sevandija, o maior escândalo político/financeiro da república caipira. Só está de pé, por pura teimosia.

A SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL é outro desperdício de tempo em terras tupiniquins. Não administra números e nem mesmo imagina sua verdadeira função. Perdeu a chance de protagonizar o combate à miserabilidade provocada pelo COVID 19. Gera números irreais, reinaugura promessas incabíveis e aparenta um misto de lentidão e incompetência. Ainda assim, toma assento oficial no Palácio Rio Branco, como se acreditasse mesmo ser um órgão governamental. Não é. É apenas um espectro cadavérico pronto para ser sepultado.

DUARTE NOGUEIRA TERIA OUTRA OPÇÃO, claro. Ressuscitar a SEMAS e torna-la atrativa e, lógico, competitiva. Mas isso exigiria o risco de trabalhar, localizar cérebros e favorecer uma classe miúda do ponto de vista socioeconômico, o que não é, convenhamos, algo tão habitual neste governo de mauricinhos e patricinhas. Mais fácil levar embolado, contando com a natural preguiça investigativa de boa parte de nossos coleguinhas de mídia. As críticas se tornam pontuais e nada como um texto de cinco ou seis linhas para desfazer aquilo que todos irão chamar de ‘apenas um mal-entendido”.

UMA CIDADE POBRE, COM MUITO NÚMEROS, certamente terá caminhos e saberá sobreviver a crises e emergências. Uma cidade rica, sem números, vai bater cabeça por falta de caminhos e desenvolver a cruel política da exclusão. Este parece ser nosso destino. Quatro meses de CORONAVÍRUS e nenhum projeto executado. Ruas ainda nos servem como dormitórios, cidadãos são ‘entulhados’ em espaços improvisados e a secretaria de Assistência Social confessa publicamente que ainda não teve tempo para elaborar uma licitação qualquer para comprar um ou duas cestas básicas. Sem comentários.

José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor