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O cravo e a ferradura

ESQUERDA E DIREITA ANDAM SE MERECENDO. No Brasil, pelo menos. Embora com discursos adversos e alarmantes, andam de mãos dadas com a burrice e intolerância. A Direita saiu do armário recentemente e já demonstra incrível capacidade de incompreensão popular. O Governo que a representa é tosco e praticamente sem qualidade. Vive de reposição de falsas promessas e pouco ou quase nada realiza.

A ESQUERDA BRASILEIRA DEVE SER A ÚNICA do Planeta que age sem ideário. Tem proposta de Poder, nenhuma de Governo. Vive de resultados esporádicos e de nomes ocasionais. São raros os pensadores que verdadeiramente representam o que seja a essência do socialismo. Ou comunismo, que seja. Aproveitando desse descuido todo, tolos e ignorantes – sempre agindo de má fé – satanizam este modelo de Governo.

O ÚLTIMO ENCONTRO COM AS URNAS FOI UM BELO exemplo. Adversários da Direita – alguns mera e supostamente reconhecidos como Esquerda – eram acusados de serem socialistas. Ofendiam-se com isso, como se a simples escolha de um ideário político fosse capaz de determinar personalidade e caráter do candidato. Bobagem. A própria cor vermelha passou a ser demonizada pelos moradores e frequentadores da avenida Fiúza. Se a encarnação de Cristo baixasse à Terra sob o manto vermelho, certamente seria linchado em praça pública.

O BRASIL MODERNO PASSOU A PRATICAR POLÍTICA com violência. Às vezes, até mesmo físicas. A intolerância tomou conta das redes sociais; a impaciência cívica extrapolou limites. O emburrecimento das teorias virou prática comum dos dois lados. Foi a campanha do vale-tudo. Em meio ao caos, descobriu-se uma arma poderosa: o Fake News. Propostas e calendários foram postos ao lado. Poucos sobreviveram.

PIOR QUE TUDO ISSO É O QUE VIRIA – E VEIO – na sequência. Nem a Direita e nem a Esquerda abandonaram os palanques eleitorais. Uma porque não governa, prefere alimentar o ódio a ter que enfrentar o dia-a-dia da Administração. Outra porque consegue incomodar com palavras a quase total inaptidão para o serviço público dos escolhidos pelas urnas. Com isso, sem planos ou projetos (de um lado) e sem propostas ou alternativas (de outro lado) o Brasil político sucumbe cada vez mais.

LULA DA SILVA VOLTOU ÀS RUAS COM A PROMESSA de incendiar ainda mais estas flagrantes diferenças. O juramento de Lulinha, Paz e Amor durou menos do que uma madrugada. Já está incomodando. Bolsonaro e seus iguais – apesar das promessas – não se contiveram. Partiram para o contra-ataque. Estão novamente em praças públicas se denunciando e se ofendendo. Há, no entanto, um Brasil a ser governado.

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José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor