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RIBEIRÃO PRETO – SP





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Na mosca

A inquietude cívica do bom amigo jornalista Eduardo Schiavoni provocou mais uma baixa no frágil governo de Duarte Nogueira (PSDB). Por imprudência e arrogância, a advogado Marine Vasconcelos foi exonerada do pomposo cargo de superintendente da semi-falimentar Coderp. Junto com ela, para formalizar e dar continuidade a uma dupla inseparável, foi também sua sócia igualmente causídica. Elas ocupavam cargos públicos, detinham certamente informações privilegiadas e, apesar das vantagens, anunciavam-se em redes sociais como um escritório de advocacia. O Governo, leia-se prefeito e seus iguais, fingiam não saber de nada.

Schiavoni denunciou os fatos, particularizou situações e expôs a terrível e imoral irregularidade. A semi sonolenta Câmara de observadores, ops, vereadores, não pode deixar passar batido. Anunciou uma convocação extraordinária, fingiu interesse e ameaçou convocar a agente pública para tirar satisfações e colocar pingos redondos nos ‘is’ quadrados. Nem foi preciso. Horas antes do vereador Jean Corauci – autor da convocação – mostrar os dentes e esparramar sangue pelos olhos, eis que, o conformado contumaz Duarte Nogueira posicionou-se. Em poucos instantes a carta de demissão de Marine Vasconcelos pousava nada suavemente no Palácio Rio Branco.

Disfarçadamente, no entorno da sede do Governo, secretários e outros afins soltaram foguetes imaginários. Fizeram festa em ambientes particulares e aplaudiram o grande chefe. Marine – à quem não conheço e nunca vi pessoalmente – é certamente a mais odiada entre seus iguais. Na inútil CPI das ambulâncias, que começou errada e terminou com erros primários, da Justiça, inclusive, Marine mostrou e demonstrou que o Governo, para ela, era ela mesmo. E mais ninguém.

Seu depoimento foi um transtorno bem ensaiado para o secretário Sandro Scarpelini. Ela retirou a escada e o deixou com a brocha na mão, sem apoio e sem recursos. Isto lhe valeu não apenas o desprezo da Saúde, mas provocou uma reação de ódio quase em cadeia. Passou a ser admirada com desconsideração e desrespeito pelos demais membros do Governo. Não fosse o braço forte e amigo de Duarte Nogueira, teria, já na época, sido despejada com festas e pompas. Schiavoni fez o papel de sempre, como jornalista, e Nogueira, embora por vontade imprópria, voltou a ser prefeito. Não se sabe por quanto tempo. Schiavoni promete novidades comprometedoras.

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José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor