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Brincando de falar verdades

RESPONDA RÁPIDO, O QUE É PIOR: AS AMEAÇAS do pimpolho ex-quase-embaixador Eduardo à Democracia; a censura absurda do pai-presidente à imprensa; ou as falsas idiotices da recém democrata Joyce Hasselman? Se houver uma quarta opção, pode marcar TODAS. Estamos assistindo a um festival de insanidades públicas, patrocinadas pelo Governo central. Quando se pensa que as idiotices chegaram ao limite… surpresa!

EDUARDO BOLSONARO NÃO DISFARÇA SEU MAIS íntimo desejo: o cruel retorno da ditadura militar. E não perde tempo, quer começar pela parte que mais lhe agrada, editando um novo AI-5, que lhe garantiria fechar o Congresso, cassar “companheiros”, calar a imprensa, retornar a censura e, lógico, instituir a tortura. Tudo para impedir que opiniões contrárias ao governo de seu papai não tenham voz e nem vez.

DISSE ISSO EM ENTREVISTA PELAS REDES SOCIAIS, CANAL por onde costuma ostentar seu ódio natural por pessoas e/ou gente. Faz parte de sua personalidade. Já tinha anunciado que fecharia o Supremo Tribunal com um cabo, um soldado e um jipe. Ninguém parece ter se importado. Tanta indiferença lhe encheu de mais coragem e ampliou sua capacidade de odiar. Não tem limite.

‘SEO’ JAIR, O PAI PIMPÃO, ESPECIALIZOU-SE EM outro tipo de fúria. Prefere atacar a imprensa, enfurecendo-se entre TVs, jornais e jornalistas. Ameaça não renovar a concessão da maior rede nacional de TV e, não contente, menos de 48 horas depois, ordena a suspensão de assinatura da Folha de S. Paulo. Seria cômico, não fosse – muito antes – desprezível e abusivo. Quer escolher seus porta-vozes, prefere a comodidade de jornalistas ‘engessados’ pelo Poder. Triste Brasil.

NA ESTEIRA DE TAMANHA ABERRAÇÃO HUMANA, eis que, se não, quando, muito provavelmente, surge a ex-megaestrela do bolsonarismo para tirar sua casquinha e aproveitar para marcar espaço. A deputada Joyce Hasselman agora se mostra indignada com as propostas do clã Bolsonaro. A referência não poderia ser melhor: “essa gente quer é isso mesmo, tirar a liberdade e implantar a Ditadura”, disse ela em alto e bom som. A imprensa obediente simplesmente registrou o fato.

ALGO QUASE INACREDITÁVEL PARA ALGUÉM QUE, há menos de um mês, defendia o mesmo ideário truculento de seus antigos patrões. Joyce sustentava o endurecimento do regime e enaltecia a defesa de medidas extremas, sempre defendidas pelo clã dos Bolsonaros. Agora, deposta da liderança do Congresso, mudou rápida e cinicamente de opinião. Com um pouco mais de tempo estará de camiseta vermelha, desfilando pela avenida Paulista e bradando “Lula livre”. Alguém apague a luz.

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José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor