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Bozo imaculado

FARDA E RELIGIÃO NÃO SÃO obrigatoriamente sinônimos de bondade e muito menos de Justiça. Muito menos – ainda – de honestidade. O regime, até onde se sabe, é laico; ou deveria assim se comportar. Menos para Jair Bolsonaro, que conseguiu, enfim, encontrar um ‘terrivelmente evangélico’ para indicar à mais alta corte do País. A mim, pessoal e honestamente, pouco se me importa para quem torçam ou devotem suas crenças os novos e velhos ministros do Supremo. Mas o questionável ato de indigitar um suposto jurista simplesmente pela escolha pessoal de pertencer a essa ou aquela religião é, minimamente, um misto de estupidez, ignorância e má-intenção. São muitas e quase infinitas as linguagens religiosas no Brasil.

JUSTIÇA NÃO SE FAZ COM missas, concentrações ou devoções fanáticas. Bolsonaro apenas resgatou, mais uma vez, uma das muitas promissórias que firmou com o Centrão – grupo de parlamentares descompromissados e distantes do Brasil real. Ainda vai nos custar muito caro esse apoio imoral e indecente. Não é, bom saber, a primeira vez que Brasília é transformada em um intenso balcão de negócios. Já experimentou Collor de Mello, viajou com Fernando Henrique e estabeleceu-se com o Lulopetismo. Não se iluda, porém. O Capitão é pior que todos eles juntos. Soma o que há de ruim em cada um de seus antecessores e ainda lhe resta um baú de burrice e grosseria.

BOLSONARO SABE QUE NÃO escapará tão fácil da justiça do Direito. Já está quase e praticamente sepultado pela opinião pública. Cada vez mais é um cadáver ambulante pelas esquinas do país, reunindo desmiolados motoqueiros e falsos patriotas de plantão. O currículo de cada qual é fácil de se construir: basta falar amém ao negacionismo e cantar em coro: ‘mito, mito, mito…’ Bolsonaro não é mito de nada, nunca foi. É apenas um descontrolado que – por conta de uma esquerda burra, egoísta e impostora – loteou o Governo de corruptos e corruptores.

É DENTRO DESSE QUADRO de magros conceitos e esquálidos caminhos que tentaremos sobreviver nos próximos anos. Difícil? Nem tanto. Vamos pelo menos pior. O Brasil merece e ainda haveremos de aprender. Bolsonaro não é apenas mais um desonesto politicamente quanto seus antecessores. Seu currículo é bem pior. Um genocida inclemente, um terraplanista convencido e um negacionista oportunista. Acredite, ainda existem os que lhe defendem. O que devo pensar dessa gente?

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José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor